segunda-feira, 7 de setembro de 2026

7 de Setembro reúne atos de esquerda e direita no Recife

 

Recife tem neste 7 de Setembro manifestações em dois pontos da cidade. Pela manhã, movimentos sociais e sindicais realizam o Grito dos Excluídos e Excluídas no Centro. À tarde, grupos de direita se concentram na Zona Sul em protesto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Os dois atos refletem uma divisão que se repete em outras capitais do país neste feriado. Em ano eleitoral, esse tipo de mobilização também vira vitrine para pré-candidatos aparecerem em público e para bandeiras partidárias, que costumam se somar às pautas específicas de cada ato. No caso da direita, o protesto ganha força adicional neste ano com a repercussão de mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Vozes populares

O Grito dos Excluídos chega à 32ª edição com o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. A concentração começa às 9h no Parque Treze de Maio, no Centro do Recife, e segue em caminhada até o Pátio do Carmo. Atos semelhantes também estão marcados para o interior de Pernambuco.

“O fortalecimento das políticas sociais e de inclusão tem que ser dever do Estado, assim como incluir a população no orçamento. Por isso, defendemos um estado forte que possa promover políticas públicas e mudar a vida dos que mais precisam”, diz o coordenador-geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira.

A pauta do Grito também reúne o debate sobre o déficit habitacional, em consonância com o tema da Campanha da Fraternidade de 2026 (“Fraternidade e Moradia”), além da defesa das mulheres diante do aumento de agressões e feminicídios, da democracia num ano eleitoral e de um clamor pela paz.

Ato conservador

À tarde, a partir das 14h, grupos de direita se reúnem em frente à tradicional Padaria Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, dentro de uma mobilização simultânea marcada para outras 14 cidades do país, entre elas São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador.

O ato de maior porte deste ano acontece na Avenida Paulista, em São Paulo, convocado pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com concentração marcada para as 15h e presença confirmada do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF).

As manifestações adotam os lemas “Fora Lula, Fora Moraes” e “É agora ou nunca”, cobrando o fim do mandato de Lula e a saída do ministro do STF.

Mensagens reveladas

O fortalecimento do ato deste ano tem relação direta com a repercussão de mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes e a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, preso desde novembro de 2025 sob suspeita de fraudes financeiras. Segundo o material tornado público após decisão do ministro André Mendonça, os diálogos indicam que Vorcaro chegou a perguntar a Moraes se deveria deixar o país dois dias antes de ser preso.

A divulgação das mensagens, no entanto, não significa por si só que Moraes tenha cometido algum crime, e os fatos ainda estão sob análise das autoridades competentes. O caso ganhou repercussão internacional e passou a ser tratado como uma crise inédita para o Supremo por veículos como Reuters, AFP e BBC. Em 2024 e 2025, atos na Avenida Paulista já haviam pedido a saída de Moraes, mas por outro motivo, a condução do julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado que resultou na condenação e prisão de Jair Bolsonaro (PL). 

Via: Jc

João Campos cresce e lidera com 48% das intenções de voto, aponta pesquisa

 

Pesquisa Badra divulgada neste domingo (6) mostra João Campos (PSB) na liderança da corrida ao Governo de Pernambuco, com 48,3% das intenções de voto. O candidato oscilou positivamente em relação ao levantamento do mesmo instituto divulgado em 30 de julho, quando tinha 44,6%. Já a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) passou de 37,2% para 40,2%.

Ainda na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são elencados aos entrevistados, Renan Hallais (Missão) teve 1,5%, Victor Assis (PCO), 1,2%, Ivan Moraes (PSOL), 0,7%, Professora Camila (UP), 0,4%, Guilherme Fonseca (PSTU), 0,3%, e Jeremias do Banco (Democrata), 0,1%. Brancos e nulos foram 4,6%. Não soube dizer, 1,2%, e não pretende votar em nenhum, 1,6%.

O instituto coletou respostas de 1,5 mil eleitores entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral com o código PE-07979/2026.

Via: Blog do Finfa

Estudo propõe mandato de 8 anos no STF para melhorar a Justiça

 

O Poder Judiciário brasileiro bateu recordes de produtividade em 2024. A Justiça recebeu 39,4 milhões de novos processos e baixou 44,8 milhões, elevando a capacidade de resolução e reduzindo a taxa de congestionamento para 64,3%, o menor nível dos últimos 16 anos. Apesar do avanço, terminou o ano com 80,6 milhões de ações pendentes e despesas de R$ 146,5 bilhões. — Poder360

A combinação entre o aumento da produtividade e a permanência de um estoque elevado de processos é o ponto de partida do estudo “Governança do Poder Judiciário: uma abordagem multidimensional para além da produtividade”, assinado pelo professor de Direito Luciano Benetti Timm e pelos pesquisadores Marcelo Justus, Edimara Mezzomo Luciano e Bernardo Geraldini.

Leia a íntegra do estudo.

Para enfrentar problemas que, segundo os autores, vão além da capacidade de julgar processos e da adoção de tecnologia, o estudo propõe uma agenda de mudanças na governança do sistema de Justiça, entre elas, a criação de mandatos de 8 anos para ministros do STF, sem a possibilidade de recondução.
 
Para os autores, o avanço da produtividade e da digitalização mostra que problemas como a alta litigiosidade, o congestionamento persistente, o elevado custo do sistema e a pressão sobre a capacidade dos tribunais não se resolvem só pela capacidade de julgar processos ou pelo uso de tecnologia, dois dos principais critérios adotados para medir o desempenho da Justiça.

O estudo propõe deslocar o debate sobre o desempenho do Judiciário da produtividade para a governança. Em vez de perguntar só quantos processos são julgados, a sugestão é avaliar como o sistema organiza seus incentivos, administra a demanda, utiliza tecnologia, coordena decisões e presta contas à sociedade.

Segundo o documento, parte da pressão sobre o sistema é produzida antes mesmo de uma ação chegar a um juiz. Incentivos econômicos, litigantes habituais, ausência de mecanismos eficientes de solução de conflitos e regras que estimulam o uso intensivo da Justiça também ajudam a explicar o volume de processos.

Debate & Nova Régua

O estudo é divulgado em meio a uma renovação do debate sobre regras de governança e conduta no sistema de Justiça.

A criação de um Código de Ética para os ministros do STF ganhou força neste ano depois de o presidente da Corte, Edson Fachin, transformar o tema em uma das prioridades de sua gestão e designar a ministra Cármen Lúcia como relatora da proposta.

Nos últimos dias, o debate voltou ao centro da crise que envolve o Supremo após a divulgação de mensagens e registros de encontros que apontam uma relação de proximidade entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Vorcaro está preso preventivamente no âmbito das investigações sobre supostas fraudes relacionadas ao banco. As revelações ampliaram a discussão sobre conflitos de interesse, transparência e regras de conduta para integrantes das instituições do sistema de Justiça.

É nesse ambiente que o estudo propõe ampliar a discussão sobre o funcionamento do Judiciário. A tese dos autores é que produtividade continua sendo um indicador relevante, mas não é suficiente para avaliar a qualidade institucional de um sistema de Justiça.

“O Brasil vive uma crise de confiança no Judiciário, especialmente em sua mais alta instância, e parte desse problema decorre de um modelo de governança ainda incompleto. Hoje, avaliamos muito a produtividade do sistema, mas governança não pode se resumir ao número de processos julgados. É preciso olhar também para transparência, prestação de contas, interpretação jurídica, coerência na aplicação dos precedentes”, detalha Luciano Timm, um dos autores do estudo.

Os autores propõem criar o Índice Amplo de Governança da Justiça (iGov-Jus), uma nova régua para avaliar os tribunais. Além da produtividade, o índice considera fatores como transparência, prestação de contas, tecnologia e gestão.

A ideia não é substituir os indicadores de produtividade já utilizados pelo CNJ, mas incorporá-los a uma avaliação mais ampla.

A premissa é que um tribunal pode apresentar alta produtividade e, ao mesmo tempo, ter problemas de transparência, coordenação, tecnologia, gestão ou accountability.

15 Propostas

A partir desse diagnóstico, o estudo apresenta 15 sugestões de aperfeiçoamento institucional.

As propostas são:

  1. Enfrentamento da litigância abusiva – tornar vinculantes regras para coibir práticas predatórias;
  2. Solução extrajudicial em conflitos de consumo – exigir tentativa prévia de resolução antes da ação, sem impedir o acesso à Justiça;
  3. Critérios objetivos para gratuidade da Justiça – criar parâmetros para causas patrimoniais e preservar proteção aos efetivamente vulneráveis;
  4. Regras específicas nos Juizados Especiais – estabelecer critérios mais objetivos para concessão de gratuidade;
  5. Uniformização das custas processuais – reduzir diferenças entre Estados e harmonizar regras;
  6. Regulação do financiamento de litígios – ampliar transparência sobre investidores e financiadores de ações;
  7. Especialização na litigância de massa – concentrar casos semelhantes e melhorar a coordenação;
  8. Formação comportamental de magistrados – incluir economia comportamental, heurísticas e vieses na formação;
  9. Ampliação do papel das corregedorias – criar instrumentos nacionais para acompanhar condenações por litigância abusiva;
  10. Índice de ativismo judicial – medir a correspondência entre decisões, leis, contratos e precedentes;
  11. Transparência de corregedorias e tribunais de ética – divulgar dados sobre processos disciplinares e seus resultados;
  12. Análise de impacto legislativo – avaliar previamente projetos capazes de aumentar a judicialização;
  13. Arbitragem tributária e mediação fiscal – ampliar mecanismos para reduzir disputas tributárias e execuções fiscais;
  14. Reforço da tutela coletiva – reduzir a multiplicação de ações individuais sobre controvérsias semelhantes;
  15. Mandatos no STF e lista tríplice para a PGR – estabelecer mandato de 8 anos, sem recondução, para ministros e lista tríplice obrigatória para a escolha do procurador-geral.
Via: TV Web Sertão

Jovem de 23 anos é assassinado neste sábado (05), no Sertão de PE


 Um jovem de 23 anos foi assassinado na manhã deste sábado dia (05), no município de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco.

A vítima, identificada como Antônio Silva de Moura, foi encontrada morta nas proximidades do Parque Tamboril, onde teria participado de uma festa. O corpo estava próximo à motocicleta que era conduzida pelo jovem.

Até o momento, não há informações sobre a autoria ou motivação do  crime. Nenhum suspeito foi preso.

A Polícia Civil iniciou as investigações para esclarecer as circunstâncias do homicídio e identificar os responsáveis.

Após os procedimentos de perícia, o corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru. 

Via: Mais Pajeú

“Se macumba funcionasse, a Bahia era Dubai”, diz Pablo Marçal ao atacar religiões de matriz africana

 

O ex-candidato ao Palácio do Planalto, Pablo Marçal, que teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral, atacou religiões de matriz africana durante uma entrevista ao canal BNTV. Ao ser questionado se teria medo de "macumbaria", ele respondeu que "se macumba funcionasse, a Bahia era Dubai". A declaração gerou forte repercussão nas redes sociais.

Na conversa, Marçal seguiu ofendendo os praticantes das religiões, ligando a fé à falta de sucesso pessoal e financeiro. No auge de um dos ataques, ele associou os praticantes ao fracasso e à inveja.

Todo macumbeiro é um derrotado na vida. É gente invejosa e que não prospera", declarou.

Pablo Marçal também criticou pessoas que, segundo ele, recorrem a 'esse tipo de prática religiosa' com o objetivo de prejudicar pessoas que tiveram êxito financeiro. 

Candidatura barrada

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador José Antonio Encinas Manfré, negou os recursos especiais eleitorais da defesa de Pablo Marçal (PRTB). A decisão manteve a condenação do ex-candidato a prefeito de São Paulo por uso indevido dos meios de comunicação social durante a campanha de 2024.

Com a rejeição dos recursos, fica mantida a inelegibilidade de Marçal pelo prazo de oito anos e ele não pode disputar cargos públicos até 2032. O processo ocorreu em relação a monetização e a transmissão de conteúdos durante o período eleitoral por meio de perfis em redes sociais.

Via: Bnews

Homem é detido após ameaçar pai e irmã com pedaço de madeira por causa de herança na zona rural de São João do Rio do Peixe

Imagem ilustrativa (Foto: Reprodução)

 Uma ocorrência de violência doméstica mobilizou a Polícia Militar na tarde deste sábado (5), no Sítio Viração, zona rural de São João do Rio do Peixe, no Sertão da Paraíba. O caso aconteceu nas proximidades de uma capela localizada na comunidade.

A guarnição foi acionada pelo Centro Integrado de Operações Policiais (CIOP) após uma denúncia inicial de embriaguez e desordem. Ao chegar ao local, os policiais constataram que a situação envolvia um conflito familiar com relatos de ameaças e violência doméstica.

Conforme informações repassadas pela solicitante, seu irmão, de 40 anos, teria chegado à residência sob efeito de álcool e iniciado uma discussão com o pai, de 71 anos, após exigir a divisão de uma herança familiar.

Ainda segundo o relato, diante da negativa do genitor, o homem teria passado a proferir ofensas contra o pai e a irmã e, posteriormente, utilizado um pedaço de madeira para ameaçá-los. O filho da solicitante também teria sido alvo das ameaças.

Durante o tumulto, o homem teria sido contido pelo próprio pai e pela irmã. Impedido de continuar com as agressões físicas, conforme o registro da ocorrência, ele teria danificado uma janela da residência.

Após realizarem buscas pela região, os policiais localizaram o suspeito escondido em um galpão situado nas proximidades do imóvel. Devido ao comportamento agressivo apresentado durante a abordagem, a equipe precisou utilizar algemas para contê-lo.

O homem e a solicitante foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Cajazeiras, onde a ocorrência foi apresentada para que fossem adotadas as medidas legais cabíveis.

O pai, que também consta como vítima no registro policial, não foi à delegacia devido a problemas de saúde.

Por Patos Online
Com informações do Diário do Sertão

A maior armadilha do emagrecimento: o que a balança não conta na era do Ozempic

 

Perder peso e ganhar saúde parecem a mesma coisa. Não são. Essa distinção, tão simples quanto negligenciada, está no centro de um artigo que acaba de sair na revista científica Obesity Medicine, assinado por um grupo de pesquisadores brasileiros, de universidades e institutos de Goiânia, Florianópolis e Rio de Janeiro. O título traz uma provocação elegante: estamos olhando para o lugar errado. — Veja.

Vivemos a era dos análogos de GLP-1, os agora célebres remédios da família do Ozempic e do Mounjaro. Eles funcionam, e funcionam bem: reduzem o apetite, derretem quilos e mudaram para sempre o tratamento da obesidade. Mas, à medida que milhões de pessoas passam a usá-los, cresce uma preocupação legítima, a de que, junto com a gordura, se perca também massa muscular.

O alarme soou, e boa parte do debate médico passou a girar em torno de uma única pergunta: como preservar o músculo?

Os autores brasileiros propõem que essa pergunta, embora importante, mira o alvo errado. O ponto não é apenas quanto músculo se preserva, mas sim as atividades que o corpo é capaz de fazer. E aqui entra uma evidência relevante.

Um estudo dinamarquês recente, o ensaio S-LiTE, dividiu pacientes em grupos: alguns tomaram apenas o medicamento; outros combinaram o remédio com exercício estruturado. Todos tiveram redução de peso de forma parecida.

Mas só os que se exercitaram melhoraram o condicionamento cardiorrespiratório, a capacidade do coração e dos pulmões de sustentar esforço, e a função física, aquilo que permite subir escadas sem ofegar. O remédio sozinho, apesar de reduzir a balança, não entregou esses ganhos. A conclusão incomoda quem procura atalhos: emagrecer, por si só, não deixa ninguém mais apto.

A distinção não é acadêmica. Décadas de pesquisa mostram que o condicionamento cardiorrespiratório e a força muscular são preditores mais robustos de mortalidade do que o simples volume de músculo. Em outras palavras: importa menos o tamanho do bíceps e mais o que o organismo consegue realizar.

Uma pessoa magra e sedentária pode ter risco cardiovascular maior do que alguém com sobrepeso e bem condicionado, um paradoxo que a balança jamais revelaria.

Há ainda uma armadilha técnica que os autores fazem questão de apontar. Os métodos usados para medir massa magra nesses estudos podem superestimar a perda de músculo, porque confundem com ela a saída de água e de outros tecidos que acompanha naturalmente a redução da gordura. Ou seja: parte do “músculo perdido” pode ser, em boa medida, um artefato de medição. Mais um motivo para não reduzir toda a discussão a esse único número.

Nada disso significa desprezar a massa muscular, ela continua essencial, sobretudo em idosos e em quem já convive com fragilidade física. Segundo um dos pesquisadores brasileiros, Marcos Fortes, o exercício não deveria ser tratado como um mero acessório para “segurar o músculo” durante o tratamento, mas reconhecido como uma intervenção terapêutica por direito próprio.

“Ele melhora o sono, a pressão, a sensibilidade à insulina, a densidade dos ossos, a frequência cardíaca de repouso, a qualidade de vida, e ajuda, inclusive, a manter o peso perdido no longo prazo” aponta o pesquisador.

Uma recente declaração da Associação Americana do Coração reforça exatamente esse ponto: atividade física durante e depois do emagrecimento não é opcional.

O estudo nacional testou uma dose específica de um medicamento mais antigo, a liraglutida diária. Se as mesmas conclusões valem para os fármacos mais novos e potentes, como semaglutida e tirzepatida, ainda é uma pergunta em aberto, justamente por provocarem reduções de peso maiores. É terreno para futuras pesquisas.

Mas a ideia de fundo permanece, e é poderosa em sua simplicidade. A caneta que hoje transforma a medicina da obesidade não substitui o tênis de corrida.

Via: Veja

Editores do Bastidor.PE não entregam informações à PF e entram com habeas corpus contra mandado de busca e apreensão

 

EM MAIS UM CAPÍTULO DA POLÊMICA DOS PANFLETOS CONTRA RAQUEL EM RECIFE, ALEGAM RISCO DE QUEBRA DO SIGILO DA FONTE

Os jornalistas responsáveis pelo bastidor.pe Rodrigo Santos Ambrósio e Fillipe Carlus Francisco Villar Jardim não atenderam à determinação da juíza eleitoral Anamaria de Farias Borba Lima e Silva que os obrigava a entregar à Polícia Federal em até 48 horas, o arquivo digital original da fotografia publicada em 30 de agosto, em formato nativo e sem conversão, compressão ou qualquer alteração adicional.

O portal também teria de fornecer metadados, dados EXIF eventualmente existentes, data e horário de criação, equipamento utilizado, coordenadas geográficas, histórico de modificações e software empregado, dentre outras determinações.

Em suma, teriam que provar que de fato receberam o panfleto de alguém.

Agora, os jornalistas ingressaram com pedido de Habeas Corpus ao TRE. Como não cumpriram a decisão, querem evitar medidas mais duras, como mandado de busca e apreensão, ou novas medidas contra aparelhos eletrônicos. A petição, assinada pelo advogado Thomas Crisóstomo Greenhalgh, alega que tais decisões poderiam produzir dano irreversível à proteção do sigilo das fontes e ao acesso a comunicações protegidas.

No documento, o advogado afirma que, uma vez identificada uma fonte jornalística, o sigilo perdido não poderá ser restabelecido.

Entre os pedidos apresentados em caráter liminar estão a suspensão imediata de eventual mandado de busca e apreensão ou de futura expedição de medida semelhante, além da proibição de ações contra aparelhos eletrônicos que possam revelar fontes jornalísticas.

A defesa também pede que seja vedado o acesso a comunicações, documentos e arquivos jornalísticos capazes de revelar a identidade das fontes; e que sejam revogados dispositivos de decisão anterior que, segundo a petição, obrigariam os pacientes a fornecer informações capazes de violar o sigilo jornalístico.

Outro pedido é a expedição de salvo-conduto, para impedir prisão ou atos coercitivos decorrentes do exercício do direito de preservação do sigilo das fontes.

Via: Blog Nill Júnior

PMs cercam carro suspeito e executam dois. SSP alega troca de tiros; Veja

 

Três viaturas do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) da Polícia Militar (PM) de São Paulo cercaram um veículo suspeito e executaram dois indivíduos na tarde da última quarta-feira (2/9) no Jardim Ouro Verde, em Limeira, interior paulista. A corporação e a Secretaria da Segurança Pública (SSP) alegam troca de tiros. Segundo o boletim de ocorrência, o carro havia sido roubado dias antes.

Imagens capturadas por uma câmera de segurança mostram a abordagem. Nas imagens, não é possível identificar se, de fato, houve troca de tiros. O vídeo mostra, no entanto, que o condutor do Jeep/Renegade abre as portas do veículo com as mãos para cima, em sinal de rendição.

Veja:

As imagens contrariam a versão da Polícia Militar de que houve “entrevista” ao condutor e que este teria apontado uma arma de fogo em direção a equipe policial, que “repeliu injusta agressão”. O vídeo também mostra que os PMs deram voz de abordagem e ligaram a sirene das viaturas apenas após os disparos.

Versão da PM contraria vídeo

No resumo da ocorrência enviado ao comandante da companhia, e obtido pelo Metrópoles, os policiais militares afirmam que o carro teria sido usado em data anterior em uma ocorrência de roubo, e que o condutor apontou uma arma de fogo aos agentes após ser abordado.

Ainda segundo a versão policial, o passageiro do veículo também empunhou arma de fogo, o que não é possível verificar no vídeo capturado pelas câmeras de segurança.

As imagens não mostram a continuidade da ocorrência, mas a PM afirma que policiais auxiliares seguiram a vistoria do veículo enquanto o comandante da equipe e o condutor realizaram a segurança do perímetro.

“Os auxiliares seguiram com o uso do escudo no desarme do condutor e passageiro, uma vez que a área não estava segura; contudo, o passageiro, em posse de uma pistola calibre .380, durante o desarme do motorista, tentou novamente investir contra os policiais que repeliram a agressão”, diz o resumo policial.

A PM afirma ainda que, após a segunda tentativa de desarme do passageiro, houve nova investida, repelida por um policial que teria flagrado o suspeito com arma em punho ao abrir a porta do carro. Após os disparos, o indivíduo teria sido desarmado.

O resgate foi acionado e compareceu ao local às 17h40. A equipe de perícia chegou às 19h35 e constatou que as placas do veículo haviam sido adulteradas. O carro era produto de roubo ocorrido em 27 de agosto em Americana, também no interior paulista, informou a Polícia Militar.

SSP alega troca de tiros

Em nota, a SSP afirmou que, após o carro roubado ser localizado, “os militares tentaram realizar a abordagem, momento em que foram alvo de disparos”. Conforme a pasta, “houve intervenção”. O socorro foi acionado, mas a morte dos dois indivíduos foi confirmada no local.

A secretaria destacou ainda que “toda a ação policial foi registrada pelas câmeras operacionais portáteis (COPs)” e que as imagens serão analisadas. As armas dos suspeitos e dos policiais foram apreendidas para perícia.

O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial e localização e apreensão de veículo no Plantão da Delegacia Seccional de Limeira. Todas as circunstâncias dos fatos são apuradas pelas polícias Civil e Militar, informou a nota.

Advogados questionam ação da PM

O advogado Fellipe Vinicius Silva, especialista em direito militar e ex-oficial da Corregedoria da PM, afirmou à reportagem que a conduta dos policiais contraria o procedimento padrão de abordagem a suspeitos.

Ele destacou que, conforme mostra o vídeo, o veículo suspeito foi cercado sem ordem de parada, com os sinais luminosos (giroflex) das viaturas ainda desligados.

Além disso, causa estranheza a forma como os carros policiais foram posicionados. A viatura da frente tomou distância do Jeep/Renegade, abrindo um espaço que permitiria fuga dos indivíduos, e os policiais da viatura posicionada atrás fazem a retaguarda quando deveriam se posicionar para realizar disparos, em caso de necessidade.

“O procedimento padrão nunca vai colocar uma viatura na frente de uma possível linha de tiro”, destacou.

Silva acredita que os policiais se posicionaram de maneira que as câmeras corporais não filmassem a abordagem. O advogado Ruy Arruda concorda, e destaca que, após os tiros, os PMs pegam os escudos de proteção e se dirigem ao veículo de forma estratégica.

“A única necessidade do escudo é que ele foi utilizado para encobrir as câmeras e não gravarem a maneira como os jovens foram atingidos”, disse ao Metrópoles.

Para os advogados, os gritos dos militares e o acionamento tardio do giroflex foi uma forma de “criar testemunhas” entre os moradores daquela rua. “Foi uma execução a céu aberto, à luz do dia”, criticou Arruda.

Via: Metrópoles

7 de Setembro reúne atos de esquerda e direita no Recife

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