sábado, 17 de outubro de 2026

Polícia Civil desmonta rota aérea do tráfico no Sertão do Ceará e apreende dois aviões

 

Um flagrante cotidiano de trânsito na zona sul de Fortaleza revelou os fios de uma cadeia de abastecimento muito maior. Ao interceptarem um Fiat Strada carregado de entorpecentes no Bairro Sapiranga, agentes da Delegacia de Roubos e Furtos puxaram uma linha investigativa que terminou a 130 quilômetros da capital, em plena zona rural de Ibaretama.

No distrito de Oiticica, o cenário encontrado pelos policiais desfez o isolamento da caatinga: Em meio à vegetação, funcionava uma pista de pouso clandestina equipada com duas aeronaves de pequeno porte a serviço do narcotráfico. Dentro de uma delas, os agentes localizaram 20 tabletes de crack, completando um montante de 25 quilos do derivado de cocaína recolhido durante a operação.

​No ponto de apoio aéreo, os policiais prenderam um homem de 42 anos, cuja identidade permanece preservada pelas autoridades enquanto correm as diligências. O histórico dele, contudo, é antigo no radar das forças de segurança. Em outubro de 2019, o mesmo suspeito havia sido detido no Pará quando transportava 179 quilos de pasta-base de cocaína em um episódio similar de tráfico aéreo.

A investida em solo contou com suporte do Núcleo de Operações do Departamento de Proteção ao Patrimônio. Agora, o foco do inquérito se desloca para a documentação dos aparelhos e a titularidade da fazenda, com o objetivo de identificar os donos dos aviões, a origem dos voos e os financiadores do esquema que utilizavam o interior cearense como entreposto de descarga.



Justiça Federal condena duas pessoas por racismo contra nordestinos na internet

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

 A Justiça Federal na Paraíba condenou duas pessoas pelo crime de racismo contra nordestinos, após publicação e compartilhamento de mensagem discriminatória na rede social Facebook. A sentença acolheu integralmente a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e reconheceu que associar a população nordestina beneficiária de programas sociais à falta de disposição para trabalhar reproduz preconceitos históricos contra pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Cada acusado foi condenado a dois anos de reclusão e dez dias-multa, em regime inicial aberto. As penas privativas de liberdade foram substituídas por duas restritivas de direitos: prestação pecuniária de R$ 2 mil e prestação de serviços à comunidade. A decisão, do último dia 8, também reforça que compartilhar conteúdo discriminatório nas redes sociais constitui conduta passível de responsabilização criminal.

Quando uma publicação em rede social vira crime

O caso teve origem em uma publicação feita em 2018, que associava o medo de perder programa assistencial de renda e falta de vontade de conseguir emprego. A mensagem foi posteriormente compartilhada por outro usuário. Ambos foram denunciados pelo MPF por discriminação em razão da procedência nacional, crime previsto no artigo 20 da Lei nº 7.716/1989, praticado por meio de rede social.

A sentença da 16ª Vara Federal da Paraíba destacou que o conteúdo atingia especialmente os nordestinos mais pobres, população marcada pela dependência de políticas públicas de assistência social. Para a magistrada, a mensagem reproduziu uma narrativa preconceituosa que atribui a pobreza à falta de esforço individual, desconsiderando as desigualdades sociais e econômicas que historicamente afetam a região.

A decisão ressalta que, ao divulgar essa mensagem em rede social aberta, os acusados contribuíram para reforçar o preconceito contra um grupo historicamente vulnerabilizado. A associação entre origem regional, pobreza e suposta falta de disposição para trabalhar, portanto, não foi considerada simples manifestação de opinião sobre programas assistenciais, mas uma forma de discriminação contra uma coletividade.

As contradições do preconceito

Ambos acusados alegaram serem nordestinos e que não faria sentido discriminar pessoas pertencentes ao mesmo grupo regional. A magistrada, no entanto, rejeitou o argumento e explicou que a condição de integrante de determinado grupo não impede uma pessoa de reproduzir preconceitos contra ele. Segundo a decisão, estereótipos e hierarquizações sociais podem ser assimilados e reproduzidos até mesmo por aqueles que são atingidos pela discriminação.

A contradição ficou especialmente evidente no caso da autora da publicação, que também é beneficiária de políticas sociais destinadas à população de baixa renda. Ela reconheceu ter recebido benefícios do programa Minha Casa, Minha Vida e do auxílio emergencial. Além disso, por ter formação superior em História, a acusada compreende os processos históricos de exclusão regional, as desigualdades sociais e os estigmas dirigidos à população nordestina.

A decisão confrontou ainda a justificativa com os valores dos benefícios sociais à época. Em 2018, o Bolsa Família tinha valor médio de R$ 180, enquanto o salário mínimo era de R$ 954. Para a juíza, essa diferença tornava pouco plausível a suposição generalizada de que nordestinos prefeririam abrir mão da renda do trabalho para depender exclusivamente do benefício assistencial.

Compartilhar também gera responsabilidade

A decisão traz um alerta importante sobre a responsabilidade dos usuários das redes sociais, uma vez que um dos condenados compartilhou em seu próprio perfil no Facebook a postagem original, sem acrescentar comentários.

Para a Justiça Federal, essa circunstância não afasta a responsabilidade criminal. Ao republicar o conteúdo, o acusado ampliou seu alcance e contribuiu conscientemente para sua disseminação.

Condenação e atuação do MPF

Durante o processo, o MPF sustentou que a mensagem reproduzia um estereótipo depreciativo da população nordestina, associando-a à preguiça e à dependência de programas assistenciais. Também argumentou que os acusados utilizaram experiências pessoais para generalizar características negativas atribuídas a toda uma parcela da população.

A Justiça Federal acolheu integralmente a pretensão do MPF. Em manifestação nos autos, o procurador da República José Godoy destacou que “a fundamentação evidencia como experiências individuais, interpretações sem comprovação e conclusões contraditórias podem ser utilizadas para sustentar generalizações preconceituosas sobre milhões de pessoas”.

Cabe recurso da decisão.

Por Ascom/MPF-PB


Gil Gomes: O jornalista que transformou o noticiário policial em espetáculo e entrou para a história da TV

 

Criador do icônico bordão “Aqui, agora!”, Cândido Gil Gomes Júnior, conhecido como Gil Gomes, foi um dos principais nomes da crônica policial brasileira. Com voz grave, pausas dramáticas e gestos marcantes, o jornalista desenvolveu um estilo próprio de narrar crimes e conquistou o público no rádio e na televisão.

A atuação do repórter no programa “Aqui Agora”, do SBT, na década de 1990, transformou o comunicador em uma figura popular em todo o país. Gil morreu em 16 de outubro de 2018, aos 78 anos, no Hospital São Paulo, na capital paulista, em decorrência de complicações de um câncer.

Se você agir com dignidade, pode não consertar o mundo, mas tenha certeza de uma coisa: na Terra haverá sempre um canalha a menos!" – famosa frase encerramento no rádio criada por Gil.

Nascido em 1940, em Sorocaba, no interior de São Paulo, Gil enfrentou uma forte gagueira durante a infância e a adolescência. Para superar a dificuldade na fala, começou a imitar as narrações rápidas dos locutores esportivos que ouvia no rádio. O exercício contribuiu para desenvolver sua fluência e sua habilidade vocal.

Aos 18 anos, após realizar locuções em quermesses de igreja, conseguiu o primeiro emprego profissional na Rádio Progresso, como locutor esportivo. A experiência inicial abriu caminho para uma carreira que passaria por diferentes emissoras e gêneros jornalísticos.

A entrada no jornalismo policial aconteceu em 1968, na Rádio Marconi. Na época, Gil trabalhava com reportagens de assuntos variados e realizava uma entrevista política quando soube de um caso de agressão sexual no prédio da emissora. O jornalista interrompeu a atividade e foi até o local para acompanhar o episódio e ouvir as pessoas envolvidas.

A cobertura provocou uma reação expressiva dos ouvintes, que telefonaram para a rádio em busca de mais informações. O episódio mudou os rumos de sua carreira e o aproximou definitivamente da crônica policial. Anos depois, Gil recordaria que, antes de entrar nesse universo, associava a cobertura de crimes a algo que não desejava fazer.

Uma voz inconfundível

Nas décadas de 1970 e 1980, Gil Gomes alcançou grande audiência no rádio, especialmente na Rádio Record. Em entrevista publicada pela Folha de S.Paulo em 1983, o jornalista relatou que seu programa começava diariamente às 8h, após o encerramento da atração de Zé Bettio.

Na época, a transmissão chegava a pouco mais de um milhão de ouvintes na cidade de São Paulo. A abertura era marcada por uma pausa antes do cumprimento “Bom dia!”, recurso que ajudava a criar expectativa e se tornou parte de sua identidade profissional. 

A maneira de contar histórias combinava voz grave e arrastada, pausas prolongadas, repetições e mudanças de entonação. Em vez de apresentar os acontecimentos de forma linear, Gil reconstruía as cenas e conduzia o ouvinte pelos detalhes das ocorrências.

O suspense era parte central da narrativa, assim como a linguagem popular e a interpretação dos personagens envolvidos. Além de relatar crimes, recebia denúncias e cartas de ouvintes, que recorriam ao jornalista para expor situações de violência e injustiça.

Entre os episódios marcantes de sua carreira está a entrevista com João Acácio Pereira da Costa, conhecido como Bandido da Luz Vermelha, depois que o criminoso deixou a prisão, em 1997, após cerca de 30 anos encarcerado. 

O caso ganhou atenção nacional por causa da notoriedade que João Acácio havia adquirido nos anos 1960. Gil também cobriu episódios ligados à violência urbana e, já na televisão, esteve no Carandiru cerca de um mês após o massacre de 1992, mostrando vestígios do local. 

O sucesso na televisão

Em 1991, Gil Gomes integrou a equipe do “Aqui Agora”, telejornal popular do SBT que apostava em reportagens externas, flagrantes, denúncias e histórias do cotidiano. Ao lado de nomes como Sônia Abrão, Celso Russomanno, Wagner Montes e Jacinto Figueira Júnior, o jornalista participou de uma atração que conquistou espaço na televisão brasileira ao aproximar o noticiário de uma linguagem mais direta e popular. O programa chegou a ter duas edições diárias e permaneceu no ar até 1997. 

Na televisão, Gil levou para as telas a dramaticidade que havia desenvolvido no rádio. As camisas de estampas coloridas, a voz inconfundível e o movimento circular que fazia com a mão enquanto segurava o microfone se tornaram marcas registradas. 

O gestual acompanhava a narrativa e ajudava a construir a tensão das reportagens. A presença era tão característica que passou a ser imitada por humoristas e incorporada ao repertório da cultura popular brasileira.

Após o fim de sua passagem pelo SBT, Gil trabalhou no programa “Mulheres”, da TV Gazeta, em 1998. No ano seguinte, participou da "Escolinha do Barulho", da Record, como professor, explorando uma faceta humorística distante da imagem de repórter policial. 

Entre 2004 e 2005, apresentou o “Repórter Cidadão”, na RedeTV!, retornando ao formato policial. Ao longo da carreira, também passou por outras emissoras e manteve sua atuação no rádio, onde havia construído grande parte de sua reputação.

Legado e controvérsias

Gil Gomes ajudou a consolidar uma linguagem popular de jornalismo policial na televisão brasileira, baseada em reportagens de rua, contato direto com personagens e narrativas de forte apelo emocional. A trajetória do repórter atravessou um período de expansão dos programas que levavam crimes e problemas urbanos para o centro da programação televisiva.

Entretanto, o estilo de Gil também esteve associado a críticas sobre o sensacionalismo. A dramatização de crimes e o uso do suspense levantavam questionamentos sobre os limites entre informar e transformar a violência em espetáculo. Em entrevista à Folha de S.Paulo em 1983, Gil falou sobre ameaças relacionadas à cobertura de criminosos e grupos envolvidos em atividades ilegais. 

Na mesma conversa, declarou oposição à pena de morte e afirmou que era contrário à atuação de grupos de extermínio, apesar de reconhecer o impacto que esses grupos exerciam sobre a criminalidade. As declarações mostram que sua atuação não se limitava à encenação das histórias, incluindo também posicionamentos sobre segurança pública e violência. 

Os últimos anos

Diagnosticado com doença de Parkinson em 2005, Gil Gomes precisou reduzir progressivamente suas atividades profissionais e ficou afastado da televisão por mais de uma década. Em 2014, participou do “Domingo Show”, da Record, apresentado por Geraldo Luís, e se emocionou ao recordar momentos marcantes da carreira. 

Em 2016, voltou a trabalhar como comentarista em um programa ligado à TV Ultrafarma. Na ocasião, afirmou que a oportunidade havia recuperado parte de seu entusiasmo e de sua vontade de trabalhar. 

Na noite de 15 de outubro de 2018, Gil passou mal em casa, na Zona Sul de São Paulo, e foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). O repórter foi levado ao Hospital São Paulo, onde morreu na madrugada do dia seguinte. O jornalista deixou quatro filhos e nove netos. 

"É uma pessoa única para a comunicação. Sempre muito indignado com as injustiças sociais. Era muito considerado desde os delegados até as classes mais humildes”, disse Vilma Gil Gomes, filha do comunicador. 

Em entrevista na Globo, Flávio Bolsonaro promete manter fim da escala 6x1, diz que só quer um mandato e que se surpreendeu com prisão de aliados no RJ

Foto: Reprodução/TV Globo

 O candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, concedeu nesta sexta-feira (16) entrevista à Globo. À jornalista Renata Lo Prete, Flávio afirmou que vai manter o fim da escala de trabalho 6x1, disse que pretende exercer apenas um mandato e que "não está no radar" ter o pai, Jair Bolsonaro, com cargo em um eventual governo dele.

A entrevista, transmitida direto dos Estúdios Globo, no Rio, faz parte da cobertura do segundo turno das Eleições 2026. O programa foi exibido pela TV Globo, pela GloboNews e pelo g1. 

O que Flávio Bolsonaro disse na entrevista

  • Escala de trabalho 6x1: prometeu manter o fim da escala e disse ter mudado a posição crítica a medida após ouvir trabalhadores.
  • Ajuste fiscal: propôs cortar ao menos dez ministérios e disse que não vai alterar regra de reajuste do salário mínimo e das aposentadorias nem reduzir pisos de gastos com saúde e educação.
  • Reforma do Judiciário: defendeu o impeachment de Alexandre de Moraes por suposta atuação político-partidária. Disse que Kassio Nunes Marques também deve ser investigado.
  • Reeleição presidencial: disse querer exercer apenas um mandato, mas deixou em aberto a duração desse mandato. Rejeitou mudanças que favoreçam candidaturas de familiares.
  • Filme Dark Horse: afirmou que o contrato com Daniel Vorcaro não foi cumprido, mas que os recursos permitiram concluir a produção.
  • Família no governo: disse que, se eleito, "não está no radar" dar cargo para Jair Bolsonaro e que Eduardo Bolsonaro não seria seu chanceler.
  • Aliados investigados no Rio: disse ter ficado surpreso com as investigações e defendeu a punição de eventuais crimes.
  • Atos de 8 de Janeiro: defendeu punições proporcionais aos crimes, mas questionou a caracterização dos atos como tentativa de golpe.
  • Segurança pública e armas: defendeu ampliar o acesso a armas e criticou o Estatuto do Desarmamento.
  • Forças Armadas: prometeu mobilizar militares e polícias estaduais para combater o narcotráfico.

Confira os principais temas da entrevista de Flávio Bolsonaro à Globo:

Ajuste fiscal

O senador Flávio Bolsonaro foi questionado sobre suas propostas para fazer ajuste fiscal e afirmou que vai manter o reajuste de salário mínimo vinculado à inflação, que não vai desvincular o percentual de reajuste para corrigir aposentadorias e que não vai eliminar pisos de gasto com saúde e educação.

"Importante suas perguntas, porque têm circulado, de fato, muitas fake news, e esse é um importante momento para esclarecê-las, porque o meu concorrente está promovendo um verdadeiro terrorismo", disse.

O senador afirmou que, sem mexer nesses três pontos, o reajuste nas contas públicas virá de corte de "ao menos dez ministérios" e que parte dos gastos estão vinculados à corrupção e à má gestão de estatais.

"Se pegar os quase R$ 3 trilhões de dívidas que a União tem a receber, isso pode ser securitizado, trazemos mais de R$ 200 bilhões a mais de receita para esse orçamento por ano, para cada ano é possível alcançar essa cifra", disse Flávio, ao citar os royalties do petróleo como outra fonte de receitas.

Escala de trabalho 6x1

Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que mudou de posição sobre o fim da escala 6x1 após ouvir trabalhadores durante a campanha e negou que vá reverter a medida caso seja eleito presidente.

Questionado sobre ter chamado a proposta de eleitoreira e oportunista antes de votar a favor dela, o senador declarou que decidiu acompanhar a vontade da maioria dos trabalhadores.

“Eu rodei o Brasil inteiro, ouvi muitos trabalhadores e votei conforme o que vi nas ruas. Como ouvi da grande maioria dos trabalhadores que eles estavam a favor do fim da escala 6 por 1, resolvi seguir a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros”, afirmou.

Ao ser questionado sobre a intenção de aliados de retomar uma proposta do PL que previa salários proporcionais às horas trabalhadas, negou que fosse atuar para reverter o fim da escala.

“Não vou, Renata. Foi uma decisão do Congresso Nacional. Então, da minha parte, nenhum questionamento com relação a isso”, declarou.

Reforma do Judiciário e críticas a Moraes

Flávio Bolsonaro afirmou que uma reforma do Judiciário deveria buscar a recuperação da credibilidade do Poder, e citou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem acusou de interferir em diferentes assuntos e perseguir adversários políticos.

“Do jeito que está hoje, de fato, nós temos que proteger a instituição Supremo Tribunal Federal. Não dá para um juiz como Alexandre de Moraes, o dono da caneta, interferir em um monte de coisa, perseguindo adversários políticos do atual governo”, disse. O candidato mencionou suspeitas de envolvimento de Moraes com Daniel Vorcado, ex-banqueiro, dono do Master, e atualmente preso.

Questionado sobre suspeitas de que o ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro (PL) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), teria vínculos com Vorcaro, Flávio disse que Kassio também deveria ser investigado. "Todo mundo tem que estar abaixo da lei", afirmou.

Flávio defendeu o impeachment de Moraes por "atuação político-partidária".

"Por exemplo: tomar decisões quando obviamente deveria se declarar suspeito para tomar essas decisões. Foi o que o Alexandre de Moraes fez, tomando decisões perseguindo adversários que ele pré-determinava", disse.

Reeleição para presidente

O candidato disse ser contrário a mudanças na regra da reeleição que permitiriam a entrada de familiares em uma eventual disputa. Respondeu que não apoiaria uma possível disputa por parte de seu pai, Jair Bolsonaro, ou de seus irmãos.

“Não [apoiaria a mudança]. É como está hoje na regra: vale que o parente até terceiro grau seja considerado uma reeleição”, disse.

O candidato havia sido questionado sobre falas dele em outras ocasiões, nas quais defendeu o fim da reeleição para o cargo de presidente e uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que aumentaria os mandatos de quatro para cinco anos.

Na avaliação de Flávio, caberá ao “processo legislativo” decidir o tamanho do mandato. Ele afirma só precisar de um governo para “começar a consertar” o país. “Não quero começar o mandato pensando na reeleição”, declarou.

Ainda segundo Flávio, o fim da reeleição deveria ser aplicado a outros cargos do Executivo, como os governadores.

Caso Master e Dark Horse

Flávio Bolsonaro foi questionado sobre a diferença entre os R$ 134 milhões que pediu a Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro, e o custo de R$ 75 milhões da produção. Em resposta, o candidato afirmou que o contrato não foi cumprido e que os recursos recebidos do banqueiro e de outros investidores permitiram concluir a obra.

“Era um contrato que não foi cumprido. E, com os recursos que foram aportados por ele e mais outros investidores, nós conseguimos concluir o filme”, declarou.

Questionado sobre o destino dos quase R$ 70 milhões repassados por Vorcaro a um fundo nos Estados Unidos, Flávio afirmou que a produtora brasileira prestou contas de tudo e que os gastos dependiam de autorização do fundo. O senador sustentou que se tratava de um patrocínio privado e negou ter oferecido contrapartidas em razão do cargo que ocupava.

O candidato também afirmou que procurou outros possíveis investidores antes de obter o apoio de Vorcaro. Segundo ele, o banqueiro aceitou financiar o filme numa época em que “não tinha absolutamente nada de errado”.

Jair Bolsonaro em eventual governo Flávio

O candidato foi questionado se, em uma eventual vitória, seu pai, Jair Bolsonaro, teria um cargo garantido no governo. Flávio respondeu que o pai “nunca tratou de cargo” com ele. Disse, ainda que, se for presidente, seu pai será “o povo brasileiro”.

“[Jair] Bolsonaro nunca tratou de cargo comigo. Nunca sugeriu que gostaria de trabalhar no governo. Eu tenho o privilégio de, à hora que eu precisar, consultar um ex-presidente da República, ter [alguém] dentro de casa, de confiança. Então eu sou um privilegiado por isso, mas [ele] nunca tratou de cargo comigo", disse. "Não está no radar."

Eduardo Bolsonaro em eventual governo Flávio

Questionado sobre um eventual futuro governo, Flávio Bolsonaro disse que o seu irmão, Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado, não será escolhido para comandar a política externa do país.

"Não, ele não vai ser meu chanceler", disse e defendeu o irmão. "Eduardo Bolsonaro é um perseguido político que está lá fora [Estados Unidos] denunciando as arbitrariedades que existem aqui no Brasil", definiu.

Eduardo foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no Supremo Tribunal Federal em processo sobre a trama golpista. A Corte considerou que o deputado cassado tentou atrapalhar o julgamento do STF que apurou tentativa de golpe em 2022 -- e que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses.

No processo, Eduardo foi acusado de promover, junto ao governo Donald Trump, dos Estados Unidos, ações para criar um clima de instabilidade e temor, ameaçando e projetando retaliações estrangeiras contra ministros do STF e contra o Brasil. Ele foi considerado culpado e condenado.

Aliados investigados no Rio de Janeiro

Flávio Bolsonaro afirmou que ficou surpreso com as investigações envolvendo políticos aliados no Rio de Janeiro, como o deputado estadual Márcio Canella (União Brasil), preso e acusado de envolvimento com o PCC, além do ex-presidente da Assembleia Legislativa Rodrigo Bacellar (União Brasil) e o ex-governador Cláudio Castro (PL).

Lo Prete perguntou se as revelações sobre os aliados tinham surpreendido Flávio, e ele respondeu: "Surpreenderam, e acho que as pessoas têm o direito de se defender e provar a sua inocência, que é o que eu espero que todos eles façam."

Ponderou que eventuais crimes devem ser punidos: “Agora, não tem que passar a mão na cabeça de ninguém, não."

Atos golpistas de 8 de Janeiro

Flávio Bolsonaro afirmou que os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro deveriam ser punidos “dentro da lei”, na proporção dos crimes cometidos. Questionado sobre a invasão e a depredação das sedes dos Três Poderes e as agressões a policiais, disse que essas condutas eram inaceitáveis e não tinham justificativa.

Na sequência, porém, questionou a caracterização dos atos como tentativa de golpe e citou pessoas com Bíblia e vendedores ambulantes que, segundo ele, estavam na manifestação. “Vocês acham o quê? Que é sentar uma senhorinha lá na cadeira de presidente da República, dar ordem e todo mundo começar a cumprir? Uma tentativa de golpe em prédios vazios?"

O candidato passou então a acusar Lula de prejudicar a gestão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), por divergências políticas. Ao ser novamente questionado sobre a punição a quem destruiu patrimônio e atacou policiais, respondeu: “Quem está depredando o Brasil é o Lula”.

Respeito ao resultado das urnas

Questionado se vai respeitar o resultado das urnas, Flávio Bolsonaro afirmou que está disputando com as regras atuais, independentemente de quais forem.

“Eu vou respeitar, só que eu tenho convicção de que o Brasil já escolheu a mudança. E, no primeiro turno, foi assim. No primeiro turno, o Brasil já escolheu a mudança e, no segundo, vai continuar escolhendo a mudança”, afirmou.

Acesso a armas

Flávio Bolsonaro não detalhou qual o mérito da proposta de retirar a marcação de cápsulas de balas compradas pelas forças de segurança, proposta defendida por aliados do senador e por ele durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele chamou de "coisa muito menor" esse tema no conjunto de problemas de segurança pública.

Flávio não soube dizer que benefícios a medida traria. A proposta é criticada por especialistas de segurança pública por interferir e comprometer investigações policiais para elucidar crimes cometidos no Brasil.

"O que eu sei hoje é que quem está autorizado a usar arma de guerra, inclusive são os bandidos", respondeu o senador, que atacou o Estatuto do Desarmamento, implementado em 2005, e voltou a defender as políticas de acesso a armas do governo do pai dele.

"Olha, o que eu sei é o seguinte: com o presidente Bolsonaro, no primeiro ano de governo, onde houve um recorde de emissões de certificados dos CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores), a taxa de homicídio caiu 17% no primeiro ano", afirmou.

Segundo Flávio Bolsonaro, são "teses malucas" os estudos que indicam para mais mortes e mais violência com mais armas de fogo circulando pela sociedade brasileira.

"Se você não quer ter direito à uma arma, tudo bem. Agora, quem atender os requisitos legais, tem direito a ter uma arma para defender sua família, sua casa, sua propriedade rural, sua fazenda de invasão do MST", afirmou.

Interferência na PF

Flávio foi questionado sobre a atitude do pai dele quando presidente, de trocar o comando da Polícia Federal e do Ministério da Justiça para proteger a família Bolsonaro. A intenção foi declarada por Jair Bolsonaro em uma reunião gravada com ministros, na época.

O candidato negou que o pai tenha promovido mudanças na PF para proteger familiares de investigações. "Ele trocou o superintendente do Rio de Janeiro na época, se eu não me engano, porque estava apresentando maus resultados, e ele queria uma pessoa que entregasse resultados melhores."

Ao ser lembrado pela jornalista Renata Lo Prete de que Jair Bolsonaro trocou até mesmo o então ministro da Justiça Sergio Moro, Flávio afirmou disse que Moro havia pedido para deixar o cargo e destacou que os dois agora são aliados políticos.

“Parabéns ao Sergio Moro, eleito governador no primeiro turno no Paraná. Está fazendo um grande trabalho e, se Deus quiser, vai ter Flávio Bolsonaro na Presidência da República para ajudar muitos paranaenses.”

Forças Armadas

Outro assunto da entrevista foi o afastamento das Forças Armadas da política nos últimos anos como resposta ao dano de reputação por envolvimentos de militares na tentativa de golpe de 2022-23. Flávio Bolsonaro foi questionado se exigiria que os presidentes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica concordassem com a sua visão sobre o 8 de janeiro de 2023 caso seja eleito.

O candidato iniciou sua resposta dizendo que houve uma “farsa” para “tentar tirar [Jair] Bolsonaro da vida pública”.

Em seguida, disse que um dos seus primeiros atos de presidente, se eleito, será reunir os comandantes do Exército, da Marinha, da Aeronáutica e os chefes das polícias estaduais para “declarar guerra ao narcotráfico”.

Depois, citou como medidas de um eventual governo dele a participação do Exército e da Força Aérea Brasileira na fronteira com a Bolívia e a entrada do Brasil no Escudo das Américas.

Flávio também afirmou que as Forças Armadas “foram completamente sucateadas” no governo atual, e que voltarão a ser “valorizadas” em um trabalho “muito nobre em parceria com as forças de segurança estaduais”.

Saúde pública

Flávio Bolsonaro afirmou que, se eleito, daria liberdade a seu ministro da Saúde para tomar as medidas necessárias em uma emergência de saúde pública.

A questão veio no contexto da indicação do médico Cláudio Lottenberg como ministro da área em um eventual governo Flávio. Ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, Lottenberg criticou, durante a pandemia, a demora do pai de Flávio, Jair Bolsonaro, em comprar vacinas contra a Covid-19.

A pergunta feita a Flávio foi se ele daria liberdade a Lotterberg na Saúde, e o candidato respondeu: “Com certeza, Renata. Inclusive, na minha conversa com ele, quando fiz esse convite, foi exatamente: ‘Vamos olhar para a frente, doutor Cláudio Lottenberg."

Flávio disse que, se eleito, pretende levar ao SUS práticas do Hospital Albert Einstein, ampliar o acesso à telemedicina e criar um prontuário único eletrônico para conectar informações das redes municipais, estaduais, federal e privada.

Lula foi entrevistado nessa quinta (15)

O presidente Lula, que tenta a reeleição, abriu a série de entrevistas da Globo com os candidatos que disputam a Presidência neste segundo turno. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio em reunião com representantes das campanhas.

Na entrevista a Renata Lo Prete nessa quinta-feira (15), Lula defendeu a redução da maioridade penal no caso de crimes hediondos e pediu a investigação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) suspeitos de envolvimento no caso Master. Veja aqui o que o presidente disse à Globo.

Quando será o debate presidencial da Globo?

No dia 23 de outubro, a TV Globo realizará o último debate entre os candidatos à Presidência da República no segundo turno das Eleições 2026.

Foram convidados Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O encontro será realizado nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, e mediado pelo jornalista César Tralli.

O debate será transmitido ao vivo pela TV Globo, com exibição simultânea pela GloboNews e pelo g1, logo após o Jornal Nacional.

Fonte: g1 

SERTÃO: CRIMINOSOS INVADEM RESIDÊNCIA E EXECUTAM HOMEM COM VÁRIOS TIROS

 

Kauan Henrique da Conceição, de 20 anos, foi assassinado a tiros na madrugada desta sexta-feira (16/10), no Residencial Monsenhor Bernardino, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco.

Segundo informações da polícia, cerca de três homens armados chegaram à residência onde Kauan estava com familiares e efetuaram vários disparos contra o jovem, que estava dormindo. A vítima foi atingida por diversos tiros e morreu no local.

De acordo com relatos de familiares, ao perceberem a chegada dos criminosos, as pessoas que estavam na casa correram para se protegerem.

A Polícia Militar foi acionada após moradores relatarem ter ouvido vários disparos de arma de fogo. Ao chegar ao local, a equipe encontrou a vítima sem sinais vitais. Os familiares e vizinhos não souberam identificar os autores nem informar o destino deles após o crime.

O Instituto de Criminalística e o Instituto de Medicina Legal foram acionados para os procedimentos necessários.

O caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios de Petrolina, que busca esclarecer a motivação do assassinato e identificar os responsáveis.

Via: Portal Agreste Violento

Flávio e Lula empatam em 50% dos votos válidos, diz PoderData/Aya


 Pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta terça-feira (13), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados numéricamente com 50% das intenções de voto cada um na disputa pelo segundo turno à Presidência da República.

Esta é a terceira rodada testada pelo instituto desde a definição do primeiro turno. Na pesquisa divulgada na quinta-feira (8), Flávio recebeu a preferência de 53% dos entrevistados, ante 47% que declararam votar em Lula. Em comparação com àquela publicada na última terça-feira (13), houve novamente uma aproximação entre os candidatos. Na ocasião, Flávio aparecia com 51% enquanto Lula pontuava 49%, variando dentro da margem de erro, de 1,8 ponto percentual, para o resultado atual de empate em 50%.

A pesquisa PoderData/AYA entrevistou 3.000 eleitores, entre os dias 13 e 15 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04258/2026.


Via: Blog do Marcelo Patriota

Casa de suspeito de sequestrar bebê é incendiada após prisão no interior da\ Bahia; Veja

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra a casa de um dos suspeitos de sequestrar o bebê Noah, de 11 meses, sendo incendiada na noite de quinta-feira (15), na Rua Guilherme Aguiar, no bairro Guarani, em Vitória da Conquista, na Bahia. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ainda não há informações sobre os responsáveis. A suspeita de retaliação será investigada.

A prisão

A dupla foi detida após o veículo em que estava ser abordado por guarnições da corporação. Após consulta aos sistemas oficiais, foi constatada divergência entre a placa e a numeração do chassi do veículo, que também possuía restrição judicial de circulação.

Noah foi encontrado em uma cabana de praia em Ilhéus, após mobilização das forças de segurança em uma operação conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Civil.

Com os suspeitos, a polícia encontrou uma arma de fogo, munições e itens infantis como fraldas, leite em pó, mamadeira e chupeta. Segundo o G1, a criança estava sedada e com os cabelos pintados de preto. O menino foi entregue à família após a prisão dos suspeitos.

Suspeito já foi pastor

Gildemar Alves, de 42 anos, um dos suspeitos presos, já atuou como pastor evangélico em Vitória da Conquista, mas atualmente se apresentava como pai de santo.

Via: G1

Recém-nascido morto com 24 facadas em Patos, é sepultado em Malta

Imagens: Condado Informativo/Reprodução

 O corpo do recém-nascido Bryan Gabriel Guedes de Lucena, de apenas 23 dias de vida, foi sepultado na manhã desta sexta-feira (16), no município de Malta, no Sertão da Paraíba. A criança morreu após ser atingida por 24 golpes de faca, em um caso que chocou a população de Patos. Os pais biológicos, Marcos Gabriel e Mirelly Laila, ambos de 19 anos, investigados pelo crime, tiveram as prisões em flagrante convertidas em preventivas e foram encaminhados a unidades prisionais do município.

O corpo foi retirado do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Patos no fim da tarde de quinta-feira (15), após a liberação para os procedimentos fúnebres. A retirada foi realizada por José Danilo Guedes, que consta como pai da criança no registro civil e se deslocou de São Bento até Patos para resolver os trâmites necessários.

Após a liberação, o corpo foi levado para Malta, onde o velório ocorreu na residência da avó materna. O sepultamento foi realizado por volta das 9h desta sexta-feira, no cemitério local.

Entenda a relação familiar

Embora José Danilo Guedes conste na certidão de nascimento como pai de Bryan Gabriel, a paternidade biológica é atribuída a Marcos Gabriel Santos Pacheco de Alacoque, de 19 anos, e Mirelly Laila Lucena Braz, também de 19 anos. José Danilo mantinha um relacionamento com Mirelly e esteve ao lado dela durante a gestação e o nascimento da criança.

Perícia confirmou 24 golpes de faca

Segundo o chefe do Numol de Patos, Dr. Dionísio Filho, o exame pericial identificou 24 perfurações por arma branca no corpo do bebê. Os ferimentos atingiram o rosto, o tórax, o abdômen e as costas. Uma das perfurações atingiu o coração, provocando uma grave hemorragia.

Em entrevista ao programa Correio Verdade, da TV Correio, Dionísio Filho destacou a gravidade das lesões e afirmou que a criança sofreu antes de morrer.

“Um caso chocante. A equipe pericial identificou no corpo da criança 24 perfurações por arma branca. A gente pode afirmar que ele sofreu, agonizou antes da morte”, relatou o perito.


 

Pais permanecem presos

Na tarde de quinta-feira (15), a Justiça da Paraíba converteu em prisão preventiva as prisões em flagrante de Marcos Gabriel e Mirelly Laila. A decisão foi proferida durante audiência de custódia, após o Ministério Público solicitar a manutenção da prisão e a defesa pedir liberdade provisória.

Mirelly Laila e Marcos Gabriel - Foto: Patos Online

 

No termo da audiência, obtido pelo Patos Online, a magistrada homologou as prisões em flagrante e acolheu o pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB) pela conversão em preventiva. A defesa havia solicitado a concessão de liberdade provisória.

"Recém-nascido indefeso com 23 dias de existência, no leito doméstico, com emprego de brutal violência e meio manifestamente cruel. Tais peculiaridades evidenciam reprovabilidade excepcional decorrente do próprio modus operandi", escreveu.

Na decisão, a juíza destacou a gravidade do crime, a necessidade de preservar a investigação e o risco de interferência na produção de provas. O documento também aponta que os dois investigados apresentaram versões contraditórias sobre a dinâmica das agressões e atribuíram um ao outro a responsabilidade pelos golpes.

Um dos pontos considerados pela magistrada foi o relato de uma testemunha segundo o qual Mirelly teria tentado alterar elementos da cena ao limpar as mãos ensanguentadas no corpo de Marcos Gabriel. A decisão também menciona a necessidade de resguardar os depoimentos de vizinhos que moram nas proximidades do local do crime.

A juíza determinou ainda a coleta de material biológico dos investigados e a realização ou juntada de exames periciais pendentes, incluindo laudos de necropsia, do local do crime, pesquisa de sangue e perfil genético. Também foi autorizada a extração pericial de dados dos telefones celulares.

Relacionamento conturbado

De acordo com o delegado Emerson Barbosa, da DHE, o casal teve um relacionamento marcado por separações e reconciliações. Conforme as informações apuradas nos interrogatórios, os dois se conheceram por meio do jogo on-line Free Fire e chegaram a morar juntos em Minas Gerais por cerca de quatro a cinco meses.

Posteriormente, retornaram à Paraíba e alugaram uma residência em Patos. À época do crime, porém, não estavam mais vivendo juntos. Segundo o delegado, a mãe havia retornado para um antigo companheiro, residente em São Bento, e foi a Patos para buscar seus pertences.

A discussão teria ocorrido enquanto ela organizava as roupas e os objetos pessoais para deixar a cidade. 

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer a participação de cada um dos suspeitos na morte de Bryan Gabriel.

Por Patos Online

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