quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Brasileiros contrários a Bolsonaro prometem vestir preto no 7 de Setembro


"É para mostrar ao mundo que aqui é o Brasil, que a Amazônia é nossa", disse Bolsonaro sobre uso de verde e amarelo - Foto: Alan Santos/PR
JC Online e Estadão Conteúdo

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) pediu que a população use verde e amarelo no Dia da Independência, 7 de Setembro. Em reação, os brasileiros contrários ao governo começaram a campanha #Dia7EuVouDePreto. Às 18h32 desta quarta-feira (4), a hashtag ocupava o primeiro lugar entre os assuntos mais comentados do Twitter, somando 29,7 mil tweets.
Pedindo a volta dos 'caras-pintadas', movimento contra Fernando Collor em 1992, a União Nacional dos Estudantes (UNE) está divulgando atos marcados para o sábado (7) em todo o País.

Durante o lançamento da campanha ,
presidente @jairbolsonaro pediu aos brasileiros que usem verde e amarelo nas comemorações pelo 7 de setembro - com @govbr 🎥

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Collor e os caras-pintadas


Bolsonaro também lembrou que Collor também fez isso e "se deu mal". "Mas não é o nosso caso", acrescentou. Em 1992, o ex-presidente Fernando Collor convocou a população para ir às ruas vestindo as cores da bandeira do Brasil para se opor ao movimento de impeachment de que ele era alvo. Em várias cidades do País, no entanto, as pessoas usaram peças pretas. A reação impulsionou protestos pela saída de Collor da Presidência.

Evento na Esplanada dos Ministérios


Bolsonaro disse que "personalidades religiosas e empresariais" devem participar do evento na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Ele citou o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus. O presidente discursou no lançamento da "Semana do Brasil, campanha para estimular ações promocionais de 6 a 15 de setembro. Segundo o Planalto, 4.680 empresas e entidades "estão mobilizadas e vão participar ativamente oferecendo descontos, promoções e benefícios reais aos consumidores".
O governo não divulgou o nome de empresas envolvidas. No evento, Bolsonaro voltou a defender o período do regime militar (1964 - 1985). "Pode ter sido difícil em algumas coisas, mas foi 'dez' na economia, família, amor ao próximo e à pátria", disse.

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