domingo, 22 de dezembro de 2019

Após ser sedado e esfaqueado, vigilante foi esquartejado vivo

Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu as investigações sobre o assassinato de Marcos Aurélio Rodrigues de Almeida (foto em destaque). Segundo a 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia Sul), o vigilante de 32 anos foi morto e esquartejado por Giovane Michael Cardoso Alves, que está preso, a mando da Rutiele Pereira Bersan, com quem a vítima se relacionou. Ela também cumpre prisão preventiva. As informações são do Metrópoles.

    Marcos Aurélio/ Reprodução Internet
“A vítima foi sedada de maneira dissimulada com medicamentoso adquiridos dias antes. Os indícios são de que ele (Marcos Aurélio) foi amarrado e arrastado pelos autores para a parte de trás da casa. O que eu posso dizer é que, além de ter sido enforcado e esfaqueado, também foi esquartejado vivo”, disse o delegado-chefe-adjunto da 32ª DP, Fernandes Rodrigues.
O casal dizia ser primos e morava no mesmo lote, na QR 325 de Samambaia. “Ela é a mandante. Ele (Giovane) fez porque era apaixonado por ela”, disse o delegado. A filha de Rutiane, que é adolescente, estava no momento do crime, mas provavelmente dormia no momento, uma vez que Marcos foi assassinado entre 8h e 9h do dia 9 de novembro.
Para a polícia, o assassinato foi planejado dois dias antes. Prova disso é que, dias antes, o homem comprou um carrinho de mão, usado para pegar as partes do corpo e espalhar pela cidade. Os remédios utilizados para dopar Marcos Aurélio, Giovane pegou com familiares. Alegou que estava com problemas para dormir.
De acordo com a PCDF, a motivação do crime seria o fato de a ex-namorada não aceitar o término do relacionamento com Marcos. Quando a suspeita soube da reconciliação do vigilante com a noiva, atraiu a vítima até sua casa. Os investigadores afirmam que, na residência da acusada, o vigilante foi sedado com medicamentos, teve os punhos amarrados e recebeu golpes de faca. Ele morreu na hora.
Para a Polícia Civil, não restam dúvidas de que a dupla “orquestrou toda a ação criminosa, desde a execução até a desova do corpo”. O cadáver do vigilante foi esquartejado e as partes jogadas em bueiros próximos à casa da suspeita. A cabeça nunca foi encontrada.
Velório
O corpo de Marcos Aurélio foi enterrado em 21 de novembro deste ano. Partes do corpo do vigilante estavam espalhadas em Samambaia, onde ele foi assassinado. A família resolveu fazer a cerimônia fúnebre mesmo sem ter encontrado a cabeça do homem.
“Meu filho! Deixa eu ver meu filho! Eu não podia perder ele dessa forma!”, gritou Sônia Maria Rodrigues de Almeida, quando o corpo de Marcos chegou ao cemitério. “Eu quero abraçar meu filho. Meu filho, meu filhinho. Por quê, por que tinha que ser assim?”, perguntava-se, desolada. De tão emocionada, não conseguia se manter de pé.
O caso
O drama da família teve início em 9 de novembro, último dia em que parentes tiveram contato com Marcos Aurélio. Por volta das 8h30, ele mandou mensagem para a mãe, dizendo que estava indo do Setor de Indústrias Gráficas (SIG) à Rodoviária do Plano Piloto, onde pegaria um ônibus para casa, em Samambaia. O contato ocorreu quando o vigilante saía do trabalho. Depois disso, ninguém teve mais notícias dele.
Em 11 de novembro, a polícia localizou parte do corpo em um bueiro na Quadra 327 de Samambaia. No dia seguinte, o tronco foi encontrado e a identidade da vítima, confirmada. Dois dias depois, mais partes do cadáver do vigilante foram localizadas em outro bueiro.
Os investigadores prenderam o casal suspeito do crime no dia 13 de novembro. A noiva do vigilante, a brigadista Francisleide Braga de Sousa, 38, desabafou sobre a situação. “Esperamos justiça. Isso não pode ficar impune. Um crime desses… monstruoso e bárbaro”, disse.

    Francisleide e Marcos/ Reprodução Internet
A Polícia Civil também investiga se o vigilante foi assassinado na residência onde o casal morava, na QR 325 de Samambaia. Com autorização do proprietário, o Metrópoles teve acesso ao imóvel na manhã do dia 14 de novembro. O local passou por perícia, mas, na ocasião, ainda havia vestígios de sangue em alguns pontos, como embaixo do tanque na área externa.

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