Em 17 de junho, Márcio Zukoff esperava um carro de aplicativo quando foi abordado por dois homens em um Audi preto que dispararam várias vezes contra o empresário. Ele foi levado para uma unidade hospitalar com onze perfurações, mas sobreviveu aos tiros.
Durante os depoimentos, testemunhas afirmaram que havia uma briga entre Márcio e Marcos de Azevedo, dono do galpão. De acordo com as informações prestadas nas oitivas, a vítima devia aluguéis e estaria reformando o local sem permissão do proprietário.
Semanas antes do crime, Márcio havia se desentendido com Marcos e teria apontado uma arma, ameaçando-o. A família da vítima informou que era apenas uma pistola de airsoft.
Após registrar queixa contra Márcio, o dono do galpão começou a arquitetar o plano para matá-lo. O plano foi descoberto há cerca de dez dias, quando Bruno de Oliveira foi preso por tentar matar o namorado da ex-companheira e confessou ter atirado contra Márcio Zukoff em junho.
De acordo com a delegada responsável pelo caso, Janaína Pelegrino, Marcos ofereceu R$ 10 mil pelo crime a um homem que prestava serviços para ele.
“O homem aceitou e chamou um amigo (Bruno) para participar do crime. O Márcio disse, então, que arrumaria o carro, um Audi escuro, e que, após o crime, eles poderiam ficar com o veículo”, contou.
Janaína contou ainda que, como Márcio não morreu, o mandante pagou só R$ 3 mil, por parte do serviço. “Quando ele estava internado em estado grave, ele contou ainda que, caso o empresário morresse, havia acordo para que o restante fosse pago”, finalizou.
A Justiça expediu mandados de prisão, mas Marcos ainda não foi localizado. A vítima já recebeu alta do hospital.

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