quarta-feira, 26 de maio de 2021

Advogado é preso em motel e esposa é detida em casa com arma e R$ 30 mil


 Um dos presos na Operação Inventário, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí nesta quarta-feira (26/05), é o advogado piauiense E. L. M. e S. Ele foi detido em um motel durante cumprimento de mandado de prisão.

A esposa dele, L. E. S., que também é advogada e com inscrição na OAB-PI, não estava no motel com o marido, mas estava em casa, onde foi detida após a polícia encontrar uma arma e R$ 30 mil em espécie.

Eles são suspeitos de envolvimento com a prática dos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

Cerca de sete pessoas já foram presas na operação que tem como alvos nessa fase advogados, empresários e servidores públicos.

Sobre a operação


A Polícia Civil do Estado do Piauí, com apoio da DINTE/SSP (Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública), deflagrou a fase ostensiva da Operação Inventário, com objetivo de cumprir onze mandados de prisão, oito mandados busca e apreensão e bloqueio judicial de bens obtidos como proveito do crime. São alvos dessa fase advogados, empresários e servidores públicos que concorreram para a prática crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

A investigação, presidida pelos Delegados Matheus Zanatta, Anchieta Nery e Yan Brayner, iniciou ainda no ano de 2020 quando a Polícia Civil foi notificada de uma possível fraude em um processo de inventário protocolado na comarca de Demerval Lobão. Usando documentos falsos e narrando fatos inexistentes Advogados ingressaram com ação de inventário fraudulenta, na comarca de Demerval Lobão, para alcançar o patrimônio de um cidadão falecido no estado do Paraná. 

Após o início da investigação a Polícia Civil identificou que o mesmo grupo estava envolvido em tentativas de fraude de execuções fiscais, homologação de acordos trabalhistas e outras ações judiciais, em outras comarcas, tudo com objetivo de violar o patrimônio de pessoas falecidas, levando o Poder Judiciário a erro. Estima-se que as fraudes até então identificadas tenham rendido aproximadamente R$ 2 milhões à organização criminosa. Novos inquéritos serão instaurados para investigar possíveis novas fraudes praticadas com o mesmo modus operandi.

Ação policial contou com apoio das polícias civis dos estados de São Paulo, Paraná e Paraíba e com suporte logístico do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria de Operações Integradas.

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