sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Paulo Câmara fala em ‘radicalização’ ao comentar estado de greve da Polícia Civil de Pernambuco

 

Um dia após os policiais civis de Pernambuco decidirem, em assembleia, decretar estado de greve, o governador Paulo Câmara comentou a situação. Questionado pela equipe do Jornal do Commercio, ele afirmou que o governo vai trabalhar para melhorar as condições de trabalho desses profissionais em 2022.

“Nós estamos conversando, mas temos um impedimento até o dia 31 de dezembro, ou seja, até amanhã (sexta-feira), de qualquer tipo de aumento salarial. A Assembleia (Legislativa) só volta em fevereiro e nós temos outras categorias também para discutir. Nós nos colocamos abertos e, em 2022, vamos trabalhar na melhoria das condições. Acho que o momento não é desse tipo de radicalização e discussão. Isso não faz bem para o povo”, afirmou.

“Nós estamos no meio de uma pandemia, o governo tem cumprido suas obrigações e seus compromissos. Então espero também serenidade. Não vamos nos contaminar com ambiente político, com discussões políticas. Vamos centrar na administração de Pernambuco para discutir essas questões como nós sempre fizemos e com bom senso, serenidade e muita transparência a gente vai resolver qualquer tipo de questão que possa prejudicar os bons serviços que nós precisamos oferecer à população”, completou Câmara.

ENTENDA O CASO

Em assembleia em frente à sede do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), em Santo Amaro, área central do Recife, os policiais civis decidiram pelo estado de greve a partir da meia-noite desta quinta-feira (30). Segundo o sindicato, a categoria decidiu pela mobilização porque “não houve proposta concreta por parte do governo” em relação a reajuste salarial durante em reunião ocorrida na quarta-feira (29).

“Não vamos parar enquanto não houver uma valorização justa e condizente com nossas reais funções, pois valorizando o Policial Civil está se investindo na Segurança Pública do nosso Estado. A categoria não aguenta mais esperar. Não vamos aceitar mais nenhum tipo de postergação por parte do Governo, um desrespeito com esses trabalhadores da base da Polícia Civil. Estamos unidos, do Litoral ao Sertão, e vamos endurecer o movimento, pois não dá mais para esperar”, enfatizou Rafael Cavalcanti, presidente do Sinpol.

Os policiais civis também organizaram um calendário de protestos em todas as regiões do Estado, começando pelo Recife. Nesta sexta-feira (31), a categoria vai cravar cruzes na areia da praia de Boa Viagem, simbolizando os homicídios em Pernambuco e os policias civis que morrerem este ano “por conta da falta de estrutura de trabalho”.

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