Internada após ser baleada pelo ex-namorado, Luciene Xavier dos Santos, 41, continua no aguardo por cirurgia para retirada de uma bala alojada na coluna. Ela foi vítima de tentativa de feminicídio, cometida por Geraldo Correa de Souza, 40 anos. Internada, a mulher não pode comparecer ao enterro do próprio filho, Pedro Henrique Xavier dos Santos, 16 anos, morto com um tiro no olho, após impedir que a mãe fosse assassinada. As informações são do Metrópoles.
Luciene Xavier deixou a unidade de terapia intensiva (UTI), onde estava desde sábado (19/2), e foi transferida para um dos quartos do Hospital Região Leste (HRL), no Paranoá. Sobre a morte de Pedro, os familiares disseram ao Metrópoles que ela já esperava pela tragédia, uma vez que viu o filho ser atingido à queima roupa. “O coração de mãe sente essas coisas. Tanto que ontem ela perguntou se ele já havia sido sepultado”, revelou um familiar.
Antes de ser levada para o hospital Luciene viu o filho desacordado, após ser alvejado.
Pedro Henrique foi enterrado no cemitério Campo da Esperança da Asa Sul, nesta terça-feira (22/02). Durante o velório, familiares das vítimas conversaram com a reportagem, mas pediram anonimato. “Ela está aguardando cirurgia, mas já está estável e conversando”, diz um dos familiares.
Apesar de estar consciente Luciene está com movimentos limitados é só consegue mover parcialmente a mão direita. Durante o ataque de fúria de Geraldo, a mulher foi atingida nas vértebras C5 e C6, localizadas no pescoço, com disparos de arma de fogo.
Enterro
Amigos e familiares de Pedro Henrique se despediram do rapaz na tarde desta terça-feira (22/02). Em uma cerimônia restrita à família, o corpo do jovem foi enterrado na cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul.
“Ele veio puro e voltou puro”, disse um dos amigos do jovem, que preferiu não se identificar. “Era um menino que não saía para rua, passava o dia em casa. Um garoto muito especial”.
Geraldo foi preso pela Polícia Militar do DF (PMDF) logo após o crime. Em audiência de custódia, ocorrida nessa segunda-feira (21/2), o juiz decidiu por transformar a prisão dele em preventiva, sem previsão de soltura.
De acordo com a 6ª Delegacia de Polícia, o suspeito tem várias passagens na polícia por roubo, estupro e furto. Além disso, consta duas ocorrências de ameaça contra Luciene, Pedro e a família das vítimas. Em 12 de janeiro de 2022, segundo uma filha de Luciene, o homem disse que mataria todos da família, que entraram com pedido de medida protetiva. O judiciário, porém, negou a solicitação, dizendo não haver elementos suficientes que comprovassem o risco iminente.
O crime
Testemunhas afirmaram que o assassinato ocorreu durante um culto na casa das vítimas. O suspeito chegou ao local e, após discussão, empurrou Luciene. Na sequência, puxou uma arma e atirou contra a mulher.
Mesmo ferida, Luciene lutou contra o agressor. O suspeito pegou a vítima pelos cabelos e a arrastou para fora do imóvel. Nesse momento, atirou novamente contra a ex-companheira.
Pedro correu em defesa da mãe, ficou entre ela e o agressor e acabou sendo atingido no olho. Ele morreu na hora.

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