sábado, 20 de agosto de 2022

Pernambuco tem piores índices de pobreza e desemprego do Brasil


 Quem circula por Pernambuco percebe que a vida piorou. Não é só a fome. É a pobreza, a desigualdade, o desemprego, a informalidade e a inflação dos alimentos. O Estado, conhecido pelo bairrismo da população e pela megalomania de querer ser o maior, o melhor e ostentar recordes, é apontado em vários rankings negativos.

Entre 2019 e 2021, Pernambuco foi o Estado em que a pobreza mais cresceu no Brasil, com taxa de 8,14%. Pelos dados do Mapa da Nova Pobreza, divulgado pela FGV Social, são 1,6 milhão de pessoas vivendo com uma renda de, no máximo, R$ 497 por mês.

O valor não é suficiente, sequer, para comprar a cesta básica de 12 itens, calculada pelo Dieese, que em julho alcançou, pela primeira vez no Recife, a casa dos R$ 600, vendida por R$ 613,63. O preço, inclusive, superou o valor de R$ 600 do Auxílio Brasil, que o governo federal acabou de reajustar e começou a pagar neste mês de agosto.

Com 1,6 milhão de pessoas vivendo na pobreza, é como se toda a capital pernambucana, com seus 1,6 milhão de habitantes, enfrentasse esta condição.

Além de ser o Estado onde a pobreza mais cresceu, Pernambuco também se posiciona em quarto lugar entre os locais com maior proporção de pessoas pobres entre a população. Mais da metade dos seus habitantes (50,32%) estão nesta condição, atrás apenas de Maranhão (57,90%), Amazonas (51,42%) e Alagoas (50,36%). 

(NE 10)

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