A Justiça do Piauí decidiu revogar a prisão e colocar em liberdade os pais e os avós do bebê Wesley Carvalho Ferreira, morto queimado em um suposto ritual realizado por membros de sua família, segundo as investigações da Polícia Civil.
A decisão da soltura dos avós realizada no início da semana, de acordo com a defesa, se deu com base na inexistência de materialidade e autoria por parte dos investigados. "Eles são idosos já, com mais de 60 anos. Não põe ninguém em risco. A prisão deles foi precipitada e ocorreu com base numa falha do processo investigativo, já que não existem provas de materialidade e autoria por parte dos avós", disse o advogado.
A defesa da família alegou, também, que tanto a mãe, quanto o pai, não tem condições de responder por qualquer crime por questões psicológicas e devido a isso realizaram o pedido de exame mental, como também a revogação da prisão com a alegação de que não oferecem riscos a sociedade.
"Pedimos o exame mental dos pais e pedimos ao juíz pela revogação da prisão tendo em vista que os mesmos já estão há oito meses presos e não oferecem riscos a sociedade, a audiência tinha sido concluída. Os mesmos possuem residência fixa, são primários e o exame poderia demorar para ser concluído", disse, em primeira mão para a reportagem.
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A criança desapareceu em fevereiro deste ano e os restos mortais ainda não foram localizados. Os avós Manoel José Xavier Pinto e Maria Lindalva de Carvalho, também foram soltos nesta semana, além de outros familiares. Alguns menores indiciados e apreendidos ligados ao caso já haviam sido liberados.

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