Após uma longa investigação sem êxito, a Justiça do Piauí determinou, nesta terça-feira (25/10), a soltura dos avós paternos do bebê Wesley Carvalho Ferreira, que morreu após ser supostamente ter sido queimado em um ritual, em dezembro de 2021.
Durante a audiência, o advogado de defesa dos avós afirmou que não existia nenhuma materialidade do crime ou indício de autoria que confirmasse a participação do casal. “Foi uma investigação falha, onde não existe o mínimo de indício do que aconteceu”, declarou Smailly Carvalho, advogado.
Segundo a Polícia Civil, apesar do corpo da criança não ter sido localizado durante a investigação, todos os indícios do inquérito apontavam que o bebê teria morrido de fome após passar 14 dias em jejum como parte de um ritual religioso orquestrado pelos pais com o conhecimento dos avós paternos. A defesa da família agora pede um exame de sanidade mental para conseguir a liberdade dos pais que continuam presos.
“Como está sendo apontado um crime, entramos com um pedido de requerimento de insanidade mental, que é um exame para ver se eles estão em plena capacidade mental. Então fizemos esse pedido, que pode demorar mais de 2 meses para se ter uma resposta, e aí vamos fazer as alegações finais e aguardar a decisão judicial para saber se eles vão a júri popular”, destacou.
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