
O guia Padrões para a Educação Sexual na Europa, da Organização Mundial da Saúde (OMS), gerou polêmica nas redes sociais por conter orientações sobre masturbação na primeira infância, às crianças entre quatro e seis anos, e conselhos sobre questões de gênero. As informações são da Revista Oeste.
Lançado pela OMS em 2010, o manual tem sido atualizado ao longo dos anos. As diretrizes já serviram para a formulação de portarias e leis em nações europeias, como o País de Gales. Agora, com trechos do documento em circulação nas redes, a agência de saúde está sendo pressionada a reverter as orientações.
Um trecho do guia diz que “a educação sexual começa desde o nascimento”. O ensinamento é descrito ainda como “estrutura para formuladores de políticas, autoridades educacionais e de saúde e especialistas”.

Segundo o manual, as crianças têm “o direito de fazer perguntas sobre sexualidade”. Além disso, os pequenos podem “explorar identidades de gênero”. A orientação da OMS também diz que crianças devem ser ensinadas sobre “alegria e prazer ao tocar o próprio corpo, masturbação na primeira infância”.
Já portal G1 diz que o texto contém informações para nortear a introdução da educação sexual – o que nada tem a ver com iniciação da vida sexual, como insinuam as postagens na web, inclusive uma feita no dia 30 de abril pelo presidente Jair Bolsonaro, posteriormente apagada.
Na primeira parte do documento, os temas abordados são divididos por todas as faixas etárias, desde 0 a 4 anos até a fase da adolescência (o último segmento é dos 15 anos em diante). Entre os temas estão “o corpo humano e o desenvolvimento humano”, “fertilidade e reprodução” e “emoções”, e a cada faixa de idade há orientações sobre o tipo de condução que deve ser feita pelos adultos. Por exemplo, há informações a serem dadas à criança ou ao adolescente e que tipo de atitude deles deve ser estimulada.
Ainda segundo o G1, as mensagens que circulam nas redes são falsas porque tiram de contexto informações que, de fato, constam do guia, para desqualificar a OMS e insinuar que a organização, ligada às Nações Unidas, induz crianças a se masturbar e a praticar sexo. (veja matéria completa do G1)
Já a Revista Oeste fecha a matéria dizendo que depois da repercussão, um porta-voz da OMS se manifestou: “Nossas diretrizes refletem fatos psicológicos estabelecidos sobre a compreensão das crianças sobre seus corpos e desenvolvimento psicossocial com base em décadas de pesquisa”. Depois da polêmica, a OMS tirou do ar o relatório. A agência de saúde, contudo, não sinalizou que pretende recuar das diretrizes.
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