
Mohammad Hashim Shaheed Wror, chefe da Diretoria de Convite e Orientação, disse que a gravata representa um simbolismo óbvio no Islã e, portanto, deve ser “quebrada e eliminada”.
“Às vezes, quando vou a hospitais e outras áreas, um engenheiro ou médico afegão muçulmano usa uma gravata. O que é uma gravata? É a cruz. A Sharia determina que você deve quebrá-la e eliminá-la”, disse Mohammad Hashim Shaheed Wror, em um discurso transmitido pela TV.
Essa não é a primeira vez que autoridades afegãs tentam impor regulamentos de vestimenta à população.
Assim, durante a ocupação soviética de uma década, iniciada em 1979, os funcionários do governo afegão foram desencorajados a usar trajes tradicionais e instruídos a vestir ternos.
Além disso, durante sua insurgência de duas décadas, os combatentes do Talibã usavam trajes tradicionais afegãos, conhecidos como shalwar kameez. No entanto, desde que assumiram o poder, introduziram uniformes militares modernos para as forças armadas.
Por fim, embora não tenham sido oficialmente proibidas, as gravatas estão sendo desencorajadas pelas autoridades do Talibã, por ir contra a Sharia. Isso pode levar a uma mudança na forma como algumas pessoas se vestem no país.
Decapitada por não usar véu
O grupo Talibã, decapitou a jogadora de vôlei Mahjabin Hakimi, que atuava pela seleção do país. A informação é do jornal Independent.
Segundo o veículo, o assassinato ocorreu no início de outubro de 2021. Hakimi foi vítima por duas razões: jogar vôlei sem o hijab (o véu que cobre o rosto das mulheres muçulmanas) e ser Hazara (etnia de origem mongol historicamente perseguida pelo Talibã).
O ex-treinador da atleta afirmou ainda que, desde que o Talibã tomou o poder, apenas duas jogadoras conseguiram fugir do país por meio de uma ajuda emergencial humanitária.
Da redação do Portal com informações do Gospel Prime
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