domingo, 27 de julho de 2025

Brasileiro denuncia ter sido forçado a combater na linha de frente da guerra na Ucrânia

 

O voluntário brasileiro Lucas Felype, que viajou à Ucrânia para integrar a Legião Internacional e apoiar o país em guerra contra a Rússia, denunciou nesta sexta-feira (25) um grave desvio de função e possível violação do acordo firmado com as forças ucranianas. Em vídeo publicado nas redes sociais, o jovem relatou estar sendo forçado a atuar como soldado de infantaria na cidade de Kharkiv, uma das mais atingidas pelos ataques russos recentemente.

Segundo Lucas, a promessa inicial era de três meses de treinamento técnico e atuação com tecnologia militar, especialmente com drones. No entanto, após vender todos os seus bens no Brasil e reunir cerca de R$ 25 mil para embarcar rumo ao conflito, ele afirma ter sido direcionado diretamente para o front. “Desde que cheguei, começaram a me empurrar para a infantaria. Agora me mandaram pra Kharkiv, uma das regiões mais perigosas da guerra”, relatou.

O jovem diz que procurou apoio da embaixada brasileira, mas recebeu como resposta que o governo não pode interferir em sua situação, por se tratar de um envolvimento direto com o exército ucraniano. “Tô sozinho no meio de uma guerra. Se eu sumir, se algo acontecer, vocês já sabem o motivo”, declarou.

Lucas mantém atualizações nas redes sociais e afirma estar documentando todos os episódios para alertar outros brasileiros que cogitem se voluntariar. “Eu vim pra trabalhar com tecnologia militar, não pra segurar fuzil na linha de frente. Isso nunca foi o combinado”, completou.

A situação levanta questionamentos sobre os acordos feitos entre voluntários estrangeiros e as forças ucranianas, além de expor a vulnerabilidade daqueles que deixam seus países com a intenção de contribuir tecnicamente em um conflito armado.

Via: pe

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