Pesquisadores japoneses avançam contra o AVC (Acidente Vascular Cerebral) com uma descoberta inovadora: um composto derivado da proteína multifuncional GAPDH. A substância bloqueou, de forma eficaz, a agregação dessa proteína, reduzindo a morte celular.
A função oculta da GAPDH
Embora a gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase (GAPDH) seja conhecida por seu papel no metabolismo, pesquisas revelam que sua agregação e translocação estão envolvidas em doenças neurológicas como o AVC e Alzheimer.
O poder de inibir a agregação
Cientistas japoneses desenvolveram um inibidor peptídico, chamado GAI-17, que bloqueia de forma seletiva a formação desses agregados.
Em camundongos submetidos ao modelo de oclusão da artéria cerebral média (MCAO), o tratamento com esse inibidor reduziu, significantemente, os volumes de AVC agudo e melhorou scores neurofuncionais, em 6 horas.
O GAI-17 ao ser aplicado no cérebro via injeção intracerebral, não causou efeitos colaterais preocupantes e isso é positivo.
E para os humanos?

Esse achado é especialmente promissor: enquanto terapias atuais focam na restauração do fluxo sanguíneo – geralmente com janela de poucas horas – o inibidor de GAPDH atua na fase posterior, a apoptose celularapoptose celular (morte celular programada).
Sendo assim, abre caminho para uma janela terapêutica mais ampla, sobretudo para pacientes atendidos tardiamente.
Mas, os pesquisadores destacam a necessidade de:
- Confirmar a eficácia em grandes modelos animais com administração sistêmica;
- Testar segurança em humanos – incluindo farmacocinética e efeitos adversos;
- Desenvolver formulação clínica para permitir intervenção rápida após o AVC.
De acordo com o neurocirurgião PhD Eduardo Waihrich:
…estamos otimistas, mas ainda há muito a fazer para colocarmos a medicação de forma segura em nossa prática.
“…pode reduzir sequelas neurológicas…”
Portanto, o desenvolvimento do GAI-17 representa uma grande mudança de paradigma no tratamento do AVC: em vez de eliminar coágulos, ele preserva o tecido cerebral ao impedir a morte celular.
Se validado em humanos, pode reduzir sequelas neurológicas e ampliar o acesso a terapias eficazes. Essa pesquisa oferece uma esperança concreta para um dos maiores desafios da medicina moderna.
Via: Fatos Desconhecidos


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