terça-feira, 3 de março de 2026

Em meio a crise no Oriente Médio, ministro de Lula defende mais investimentos na Defesa

 

O ministro da Defesa, José Múcio, revelou, nesta segunda-feira (2), que o Exército brasileiro está monitorando a situação no Oriente Médio. A região se tornou o centro das atenções do mundo no último sábado (28) após os Estados Unidos e Israel contra o Irã. A ofensiva resultou na morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei. A matéria é do BNews.

Em entrevista coletiva durante a cerimônia da incorporação feminina no Serviço Militar, Múcio disse que o exército acompanha a situação e destacou que o exército acompanha a situação no Oriente Médio e afirmou que o Irã “é um parceiro do Brasil”.

“Por enquanto, nós estamos nos informando. O general ontem me passou um informe muito completo de como estava a situação. E assim como foi na Venezuela, nesses países, onde a gente tem perspectiva de ter problema, nós estamos preparados, não para agredir. A Força Armada Brasileira existe para dissuasão, nós protegemos o nosso país”, disse Múcio.

“O Exército também está acompanhando a questão do Irã, que é um parceiro do Brasil. Aí a gente acompanha, conforme os nossos centros de estudos estratégicos, a gente está acompanhando, está sendo atualizado durante todos os momentos, ponto a ponto, de meio acontecimento”, emendou.

Ainda durante a entrevista coletiva, Múcio disse que a “principal arma passou a ser a diplomacia”, defendendo um diálogo entre os países para se chegar a um entendimento antes que a guerra se agrave. O ministro ainda cobrou mais investimentos na Defesa, com a justificativa de proteger as riquezas do país e aumentar o armamento.

“Quando eu digo que nós precisamos investir mais em Defesa, é para defender o que somos, o que temos, as nossas riquezas que são muitas. Temos forças que são muito menores do que as nossas necessidades”, disse Múcio.

“Eu digo muito ao presidente da República, e ele concorda comigo, evidentemente que nós temos outras prioridades, saúde, educação, alimentação, habitação, mas você não pode relegar uma coisa que é importantíssima, que é a Defesa, por conta de outras prioridades”, acrescentou.

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