quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Após 25 anos, idoso confessa que matou a esposa e escondeu o corpo no banheiro

Foto ilustrativa
Um idoso de 64 anos procurou a Polícia Judiciária Civil na terça-feira (30) e confessou que há 25 anos matou a esposa, à época com 28 anos, por ciúmes e ocultou o corpo dela dentro do banheiro da casa, em Sinop (500 km de Cuiabá).
O idoso sustentou por todos esses anos a história de que ela teria fugido com um amante e, só agora, disse estar arrependido e contou o que fez. Ele foi à delegacia acompanhado da atual mulher.
Conforme o boletim de ocorrência, Jairo Narciso da Silva cometeu o assassinato em 1994, motivado por ciúmes da esposa por ela gostar de sair de noite.
Na época do assassinato, a vítima, Luzinete Leal Militão, tinha um filho de 10 anos, fruto de um relacionamento anterior, e um segundo filho, de oito anos, já do casamento com Jairo. Os filhos, hoje adultos, ficaram sabendo do caso somente nesta semana.
Na delegacia, o idoso contou ao delegado Ugo Angelo Rech de Mendonça, que matou a esposa com uma barra de ferro, enquanto ela estava deitada na cama. Em seguida, ele teria a asfixiado até perceber que a morte estava completa.
Ele enterrou o corpo no banheiro da casa dos dois, que estava em obras, e, friamente, para simular que ela havia fugido com um amante, colocou os documentos pessoais e joias dela na cova.
À época, ele chegou a procurar a delegacia e registrar um boletim de ocorrência a mão, narrando o desaparecimento da esposa – o documento, com data de 21 de outubro de 1994, foi encontrado pela Polícia Civil. E, por 25 anos, ele sustentou a história da fuga com o amante.
Tempos depois da morte, o idoso vendeu a casa para uma terceira pessoa, que nunca encontrou o corpo. O atual proprietário foi identificado e confirmou a compra.
O delegado Ugo Angelo Rech de Mendonça pediu à Justiça uma autorização para escavar o banheiro e encontrar os restos mortais.
“A princípio a chance de localizar o corpo da vítima é bem alta. O suspeito disse que resolveu procurar a polícia, pois bateu arrependimento. Mesmo que o homicídio tenha prescrevido, o crime de ocultação de cadáver é permanente, fato esse que o suspeito poderá ser responsabilizado criminalmente”, disse o delegado.
(Com Assessoria)

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