segunda-feira, 29 de junho de 2020

Mãe afirma que após matar filho de 11 anos, usou a corda para transportar o corpo

Em novo depoimento, Alexandra Duogokenski afirmou que usou a corda de varal encontrada presa ao pescoço do filho, Rafael Mateus Winques, de 11 anos, apenas para transportar o corpo.

A polícia, no entanto, acredita que ela teve a intenção de matar a criança, uma vez que a corda teria sido usada para asfixiar o garoto. As informações são da Record TV.

    Foto: Reprodução / Record TV

Aos investigadores, ela revelou que deu dois comprimidos de calmante Diazepan para o garoto, que estava agitado e não queria dormir. Mas ela percebeu que ele estava diferente: "Tava com a boquinha roxa e as mãozinhas geladas. Eu não conseguia tirar ele assim, aí eu amarrei para ver se eu conseguia melhor com uma cordinha", afirmou.

Depois o corpo foi levado para a casa vizinha, que estava vazia, e colocado dentro de uma caixa de papelão com retalhos: "Eu coloquei ele deitadinho na caixa com o que tinha lá".  

Em nenhum momento, Alexandra olha para os policiais, mas também não demonstra reações e diz que agiu sozinha. Ela contou que só confessou o crime porque viu o "sofrimento do Anderson", o irmão mais velho de Rafael, que também morava com a mãe em Planalto, no Rio Grande do Sul. 

Para o delegado Eibert Moreira, houve um homicídio doloso, quando há intenção de matar. "Quando o autor de um homicídio usa uma arma de fogo é menos impactante para ele do que ver a face da vítima se transformar. É muito impactante isso", concluiu.  

Reconstituição do crime

A reconstituição da morte de Rafael durou 5 horas e foi realizada na noite de quinta-feira (18). Sem algemas e de máscara, Alexandra mostrou como tudo aconteceu. O quarteirão da casa onde Rafael morava foi isolado para o trabalho do Instituto Geral de Perícias. Um boneco com a mesma altura e peso do garoto foi usado na reconstituição. Segundo a polícia, o garoto deve ter morrido entre a cama e a porta da casa.

Alexandra, que confessou o crime, defende que a morte do filho foi acidental. Ela deu dois comprimidos de Diazepan, um calmante, a ele que estava agitado e não queria dormir. De acordo com ela, ninguém mais participou da morte e da ocultação do corpo de Rafael.

Após perceber que ele estava morto, foi enrolado em um lençol e arrastado até a casa ao lado, que estava vazia. O cadáver foi ocultado com retalhos e colocado em uma caixa de papelão.

O laudo do IML, no entanto, aponta o estrangulamento como a causa da morte do menino. Uma corda de varal estava presa ao pescoço dele. 

O advogado de Alexandra Duogokenski, Jean Severo, afirmou que ela deve responder pelo assassinato: "É homicídio culposo [quando não há intenção de matar]. Ela deve ser condenada por isso e ocultação de cadáver".

A polícia ainda não descartou o envolvimento de outras pessoas no crime. O pai de Rafael, Rodrigo Winques, acredita que Alexandra teve ajuda: "A gente não sabe quem, mas ela sozinha não fez. Eu calculo que tenha alguém envolvido com ela".

O laudo da reconstituição deve ficar pronto em um mês.

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