Famoso por suas canções de protesto político pró-Oromia, Hachalu, de 34 anos, foi morto a tiros no bairro Akaki Kality, na região sul da capital etíope. Ele chegou a ser socorrido e levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Embora a polícia tenha aberto uma investigação e vários suspeitos estejam sob custódia, protestos violentos de apoiadores do cantor têm sido repetidos em Adis Abeba e outras cidades de Oromia, onde o acesso à internet tem sido restrito.
Segundo um médico da região, uma multidão tentou prestar a última homenagem ao líder oromo, mas foi impedida por militares que dispararam contra as pessoas. Já Filenbar Uma, integrante da Frente de Libertação Oromo de Ambo, acredita que o número de vítimas pode ser ainda maior.
O assassinato do cantor, que havia revelado que vinha recebendo ameaças de morte, foi condenado pelo primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, da mesma etnia.
A letra de Hachalu frequentemente abordava os direitos dos oromos e desempenhava um papel importante na onda de protestos que levou à ascensão ao poder da Abiy, que resultou na renúncia do primeiro-ministro Hailemariam Desalegn em 2018.

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