domingo, 27 de junho de 2021

Presidente do TSE em 2022, Alexandre de Moraes acredita que voto impresso "não contribui para democracia"

 

O próximo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes acredita que a implementação do voto impresso "não contribui para a democracia". De acordo com informações do Valor Econômico, o ministro que comandará a corte eleitoral durante o sufrágio do ano que vem deu a declaração durante o podcast "Supremo na Semana".

Promovido pela comunicação do Supremo Tribunal Federal (STF), o programa foi divulgado no último sábado (26). "Não me parece que o voto impresso possa contribuir para a democracia. Corremos risco de quebrar o sigilo na votação. E isso não é possível. Estamos discutindo, mas se você perguntar se é necessário o voto impresso para aprimorar a democracia, não é", disse.

Moraes também disse acreditar que a maioria da população acredita nas urnas eletrônicas. A medida está sendo discutida pelo Congresso Nacional. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem abordado o tema para descredibilizar a confiabilidade da urna eletrônica, e do processo eleitoral brasileiro. Embora diga que as eleições de 2018 tenham sido fraudadas, Bolsonaro nunca  apresentou qualquer prova do que diz.

"É uma minoria que coloca em dúvida a legitimidade do voto eletrônico, sem apresentar, até agora, uma única prova de fraude", opinou Moraes. Apesar disso, afirmou considerar a discussão válida para que "o TSE possa reafirmar a total legitimidade, transparência e confiabilidade do voto eletrônico". O parecer sobre a PEC do voto impresso será apresentado pelo Congresso Nacional na próxima segunda-feira (28).

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