quinta-feira, 1 de julho de 2021

"Falou que ia cuidar direitinho", diz avô de menino espancado pelo pai

 A criança de seis anos que morreu depois de ter sido espancado pelo próprio pai em Caratinga, a 190 km de Belo Horizonte, neste fim de semana, só passou a morar com ele há cerca de três meses. As informações são do R7.

Elias foi agredido com socos e pontapés, levou uma rasteira e bateu a cabeça em um móvel. Ele foi levado desacordado para a UPA de Caratinga e transferido para a capital mineira, onde morreu na UTI do Hospital João 23. O pai está preso. 

De acordo com o avô da criança, Nivaldo Fonseca de Souza, em entrevista à TV Leste, ele era o responsável pela criação do menino Elias desde que a mãe dele morreu afogada durante um banho de mar em uma praia do sul da Bahia, em 2015. 

O garoto, então, foi viver com o avô em Santa Bárbara do Leste, a 310 km de Belo Horizonte, até que o pai da criança e a avó paterna saíram de Caratinga para buscar o menino, há cerca de três meses.

— Ele falou que ia cuidar do menino direitinho, que ele tinha familia lá. Ele falou que foi no Conselho Tutelar de Caratinga e que passou a guarda pra ele. Inclusive, agora, estou sabendo que isso era tudo mentira. 

De acordo com Nivaldo, eles confiaram na palavra do Conselho Tutelar, que garantiu que o homem, que já tinha passagem por homicídio, havia "melhorado". 

— Ele não teve paciência com o menino por causa de uma tarefa. A avó dele até falou com o pai dele quando veio buscar que tinha que ter paciência com o menino, que ele era assim mesmo. Tinha dia que queria comer, tinha dia que não queria. 

Investigação

A Polícia Civil afirmou que aguarda a conclusão do laudo de necropsia para concluir as investigações, que são acompanhadas pela delegacia do município do interior do Estado. O pai está preso desde o domingo (27), pelo crime de tortura qualificada.

De acordo com o delegado Ivan Lopes Sales, algumas diligências ainda estão em andamento.

— A Polícia Civil mantém a linha investigativa de crime de tortura agravada mas, agora, com a pena agravada pelo resultado morte.

Ainda de acordo com o delgado, o pai de Elias justificou a agressão porque estava so efeito de álcool. Ele disse, ainda, que, teve a guarda da criança suspensa anteriormente devido a outras agressões contra a vítima. 

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