segunda-feira, 27 de março de 2023

Conselho Mundial de Atletismo proíbe atletas ‘trans’ em competições femininas

 

O Conselho Mundial de Atletismo (WAC, sigla em inglês) resolveu dar um passo importante na garantia dos direitos das mulheres em competições femininas, decidido por proibir a participação de atletas “trans” (homens biológicos) junto às mulheres biológicas.

“Em relação aos atletas transgêneros, o Conselho concordou em excluir atletas transgêneros masculinos que passaram pela puberdade masculina da competição feminina do Ranking Mundial”, disse o órgão em um comunicado à imprensa feito na quinta-feira (22).

A decisão do WAC foi comemorada por mulheres dentro e fora do mundo esportivo, tendo em vista o aumento de casos onde homens biológicos competindo e ganhando disputas esportivas nesse segmento.

“Vitória para as mulheres!”, comentou a ex-jogadora de vôlei Ana Paula Henkel nas redes sociais. De acordo com a WAC, a decisão foi tomada após um período de consultas entre janeiro e fevereiro desse ano.

Foram ouvidos os integrantes das “Federações Membros, a Academia Global de Treinadores de Atletismo e a Comissão de Atletas, o COI, bem como grupos representativos de transgêneros e direitos humanos”.

“Ficou claro que havia pouco apoio dentro do esporte para a opção apresentada pela primeira vez às partes interessadas, que exigia que atletas transgêneros mantivessem seus níveis de testosterona abaixo de 2,5 nmol/L por 24 meses para serem elegíveis para competir internacionalmente na categoria feminina”, explicou o órgão.
Disputa justa

Recentemente, um time feminino de uma escola cristã, nos Estados Unidos, o Eagles, da Mid Vermont Christian School (MVCS), do estado de Vermont, chegou a desistir de disputar um jogo devido à presença de um atleta trans na equipe adversária.

Para Vicky Fogg, diretora da escola, caso o seu time tivesse optado por jogar, a disputa seria “injusta”. Foi por causa disso que o estado americano da Louisiana também resolveu proibir a participação de atletas trans em disputas femininas.

A medida tomada cita a existência de “diferenças inerentes entre homens e mulheres”, tais como, em favor dos atletas trans, a presença de “ossos, tendões e ligamentos mais densos e fortes, corações maiores.”

Assim como “maior volume pulmonar por massa corporal, maior contagem de glóbulos vermelhos e maior hemoglobina, bem como níveis naturais mais altos de testosterona” no caso dos competidores masculinos.

Fonte: Notícias Gospel

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