sábado, 1 de julho de 2023

Advogado fica revoltadíssimo porque foi barrado em tribunal por usar trajes do candomblé

 

O advogado Gustaco Coutinho foi impedido de realizar a defesa de um cliente durante uma sessão marcada para a tarde de quarta (28), no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Na ocasião, a 7ª Turma Cível da 2ª Câmara do tribunal decidiu, por unanimidade, que ele não poderia falar na corte por ser necessário vestir "traje formal, em atenção à regra regimental".

Durante a sessão, o advogado vestia terno, blusa e calça branca acompanhados de suas guias e seu eketé, uma espécie de chapéu, cobrindo a cabeça. A vestimenta é obrigatória por três meses para quem realiza a chamada "iniciação" na religião. O advogado chegou a colocar uma beca preta, utilizada no tribunal, mas ainda assim não pôde atuar no caso.

"Me senti violentado, desrespeitado e impedido de exercer a minha profissão. (...) [O desembargador] falou que aquilo não se tratava de um preconceito racial ou religioso, mas que era uma questão de respeito à corte. Ele chegou a falar que se eu tivesse trazido uma beca mais composta, que 'eles não perceberiam'. Acho que ele se referiu às minhas guias, certamente", disse Gustavo ao
Uol.

O regimento do TJDF diz que os advogados têm que estar com vestes compatíveis com a dignidade da profissão, com respeito à corte e compatíveis com a liturgia. Não há menção às cores que podem ser usadas, embora haja uma padronização por tons escuros.

E aí? Será que o tal advogado vai processar a 7ª Turma Cível da 2ª Câmara do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Mais de 66 mil pessoas esperam consultas para diagnóstico de autismo em Pernambuco, aponta TCE

Unrecognizable little girl making words from colorful plastic letters during meeting with psychologist, child development specialist exercis...