As informações constam em novo estudo da paleoantropóloga Briana Pobiner, do Museu Nacional de História Natural, em Washington, nos Estados Unidos.Ne

A paleontóloga estava estudando a coleção, da qual o fóssil faz parte, para procurar marcas de mordidas de animais extintos que poderiam ter coexistido e predado antigos hominídeos. Durante os estudos, Briana deparou com cortes que pareciam ter sido feitos por uma ferramenta de pedra.
“Parece mais provável que a carne desta perna tenha sido comida e que tenha sido ingerida para nutrição, e não para um ritual”, afirmou Briana.
Para dar continuidade à pesquisa, o coautor do estudo, o paleontólogo Michel Pante, criou modelos digitais tridimensionais das marcas do osso. A digitalização serviu para comparar as fissuras presentes no osso com mais de 890 marcas de dentes, ferramentas de corte e pisadas de criaturas presentes no banco de dados da instituição.

As marcas mostram que uma mão empunhando uma ferramenta de pedra pode ser a responsável pelos cortes, já que a orientação das marcas está toda na mesma direção, corroborando com o ponto de vista da Briana.
Canibalismo entre seres humanos
Apenas as marcas encontradas na tíbia fossilizada não provam que o hominídeo que fez os cortes também comeu a carne. Mas, para a pesquisadora, a hipótese é provável. Isso porque estão localizadas onde o músculo da panturrilha é preso ao osso — segundo ela, um bom lugar para fazer um corte caso o objetivo seja remover a carne.
“As informações que temos nos dizem que os hominídeos provavelmente comiam outros hominídeos há pelo menos 1,45 milhão de anos”, explicou Briana.
Estudos mais recentes, publicados na segunda-feira 26 na revista Scientific Reports, afirmam que a descoberta é “significativa, porque sugere que o canibalismo entre humanos pode ter sido praticado, pelo menos ocasionalmente, há muito tempo em nossa história ancestral”.

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