A operação que resultou na prisão de Deolane Bezerra nesta quinta-feira (21) também acendeu um alerta nas autoridades por conta do risco de fuga internacional envolvendo alguns dos investigados. Segundo informações divulgadas pelo g1, a influenciadora chegou a ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol antes de retornar ao Brasil.
De acordo com a investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, Deolane passou as últimas semanas em Roma, na Itália, e desembarcou novamente no país apenas um dia antes da deflagração da Operação Vérnix.
As autoridades apontam que o risco de ocultação de patrimônio e a possibilidade de fuga foram fatores considerados pela Justiça na decisão que autorizou as prisões preventivas.
Além da influenciadora, outros investigados ligados à família de Marcola estariam fora do Brasil. Uma sobrinha do líder do PCC, identificada como Paloma Sanches Herbas Camacho, estaria na Espanha. Já Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho do traficante, seria alvo de buscas enquanto permanece na Bolívia, segundo a polícia.
A Justiça paulista entendeu que medidas cautelares mais leves não seriam suficientes diante da complexidade do suposto esquema investigado. Para os promotores, o grupo teria uma estrutura financeira sofisticada, com movimentações milionárias, empresas utilizadas para ocultar patrimônio e operadores responsáveis por distribuir recursos.

A investigação ainda aponta que o esquema envolvia uma transportadora de cargas usada para movimentar dinheiro atribuído ao Primeiro Comando da Capital. Os investigadores afirmam que a organização utilizava pessoas físicas e jurídicas para dificultar o rastreamento da origem dos valores.
Durante a operação, foram expedidos mandados de prisão, busca e apreensão, além do bloqueio de mais de R$ 357 milhões em contas e bens dos investigados.
No caso de Deolane, a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 27 milhões. Segundo o inquérito, a influenciadora teria recebido depósitos considerados suspeitos e incompatíveis com a movimentação financeira oficialmente comprovada.
As autoridades seguem analisando celulares, documentos e registros bancários apreendidos durante a operação.
Via: G1

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