A Polícia Civil de Sergipe, detalhou, na última sexta-feira (08), as conclusões sobre a morte de Rayanna Helem Santos Bezerra, de 32 anos.
Morta em dezembro de 2025, o crime é tratado pelas autoridades como um feminicídio planejado com requintes de crueldade. Segundo o inquérito, Everton Ferreira de Souza, ex-namorado de Rayanna, teria envenenado um sorvete consumido por ela e planejado um cenário de suicídio coletivo para enganar os investigadores e se eximir da responsabilidade criminal.
Índice:
O plano e a farsa
A motivação do crime
Prisão
O plano e a farsa
Segundo informações colhidas na investigação, Everton teria atraído Rayanna até sua casa com a proposta de morrerem juntos. O plano consistia em consumir sorvete misturado com chumbinho. No entanto, o exame toxicológico realizado no corpo da vítima e as perícias no local indicaram que apenas a porção ingerida pela vítima continha o veneno.
O delegado responsável pelo caso, Kássio Viana, destacou que o comportamento de Everton logo após o ocorrido levantou suspeitas do crime. Enquanto a vítima apresentou um quadro fatal de intoxicação, o suspeito não exibia qualquer sintoma compatível com a ingestão do sorvete envenenado. Em sua análise, o delegado afirmou que, quando uma pessoa toma chumbinho, passa muito mal, quando não morre.
A motivação do crime
A linha de investigação sustenta que Everton não aceitava o término do relacionamento com Rayanna. O sentimento de posse teria sido o combustível para o plano macabro. Para a polícia, a tentativa de simular um suicídio coletivo foi uma estratégia fria para ocultar o homicídio qualificado.
Prisão
A prisão de Everton aconteceu em março, momento em que as autoridades puderam confrontar as versões apresentadas pelo suspeito. No interrogatório, as autoridades identificaram inconsistências e contradições no depoimento do ex-namorado da vítima. A prova determinante, foi o aparelho celular de Rayanna, que continha mensagens de Everton insistindo Rayanna de participar do pacto de morte.
Outro ponto que chamou a atenção da Polícia Civil foi o intervalo de tempo entre o óbito e o pedido de socorro. Os dados apontam que Rayanna faleceu por volta das 17h, mas Everton permaneceu no imóvel com o corpo da vítima até o final do dia sem acionar qualquer ajuda médica até as 2h do dia seguinte.
Everton permanece preso e as autoridades trabalham agora para converter a prisão temporária em preventiva, garantindo que ele responda pelo crime de feminicídio.
O suicídio pode ser prevenido. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo. Por isso, fique atento se a pessoa demonstra comportamento suicida e procure ajudá-la com ajuda médica. Conte também com o CVV pelo telefone 188.
Via: Blog O Povo com a Notícia

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