sexta-feira, 7 de abril de 2017

Sem poder dar exemplo "de casa".

"Ele (Temer) vai esvaziar a proposta inteira para aprovar e ter a manchete", dispara um deputado da base em reserva.

Numa votação que exige do Planalto obter votos de três quintos dos deputados para aprovar a Reforma da Previdência, o presidente Michel Temer tem esbarrado em resistência primeira em seu próprio partido. A começar pelos ataques insistentes do líder da sigla no Senado, Renan Calheiros. Na condição de quem já foi quatro vezes presidente da Casa Alta, ele chegou a vaticinar que, se continuar como está, "o governo vai cair para um lado e o PMDB para o outro", além de afirmar que "Michel Temer não tem para onde ir". Renan, que, pela Constituição, não poderá concorrer a outro cargo, senão à reeleição, caso seu filho continue a governar Alagoas, recorre aos artifícios, visando a fechar sua equação para 2018. À frente da maior bancada do Senado, declarou guerra ao Planalto. Na Câmara, boa parte dos deputados, nas coxias, já faz a conta do preço que pagarão na seguinte hipótese: a reforma ser aprovada por eles e não passar no Senado. A maioria não quer pagar tal fatura. De outro lado, ponderam que o presidente não tem como cobrar dos demais partidos se, no seu próprio latifúndio, não econtra acolhida. No caso da bancada pernambucana, por exemplo, os dois correligionários de Temer, Kaio Maniçoba e Jarbas Vasconcelos, já se posicionaram contra a proposta no formato em que está. Na quarta, Temer chegou a receber Paulo Câmara em busca de apoio. Mas, se mesmo seus correligionários estão críticos ao conteúdo, exigir dos demais é ainda mais complicado.
"Ele (Temer) vai esvaziar a proposta inteira para aprovar e ter a manchete", dispara um deputado da base em reserva

Caminho de volta
Presidente estadual do PP, o deputado federal Eduardo da Fonte considera um "erro de estratégia o PSB fechar a porta do caminho de volta do PT para a Frente Popular de Pernambuco". Registra, para isso, a elevada popularidade da qual o ex-presidente Lula desfruta no Nordeste.
Reedição > O dirigente progressista avalia que seria mais complicado para o PSB enfrentar o PT, em 2018, do que uma reedição da Frente Popular. "Mesmo porque a Frente Popular venceu a reedição da União por Pernambuco em 2010", compara.

Quilometragem > Ao chegar na metade de seu primeiro mandato, o deputado estadual Lucas Ramos contabiliza 200 mil quilômetros percorridos pelo interior do Estado, em visitas a bases eleitorais. Tem brincado que isso é equivalente a 100 viagens do Recife até Brasília. E é na Capital Federal, onde ele pretende exercer seu próximo mandato. O socialista já admite que pode se candidatar à vaga na Câmara Federal.
Sedimentando > Em menos de dez dias, o senador Armando Monteiro contabilizou pontos com vistas a 2018. Primeiro botou na conta a reeleição do vereador Josinaldo Barbosa (PTB) para a presidência da UVP - a entidade congrega representantes de diversas Câmaras Municipais do Estado - e depois, somou a isso, a eleição de Célia Sales, em Ipojuca.
Sem acordo > A Prefeitura do Recife fechou a Mesa de Negociação com os servidores. A proposta foi de 0% de reajuste. Algumas categorias, como os cirurgiões-dentistas, estão realizando assembleias e entrando em estado de greve.

Prévia > No Agreste Meridional, o PSB elegeu 12 prefeitos. Antes que Paulo Câmara aportasse por lá, o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, reuniu-se, na quarta-feira, com prefeitos socialistas, na sede da Codeam, em Garanhuns. Na pauta, a importância do recadastramento dos filiados.
Por: FolhaPE

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