segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Mãe que deixou a filha morrer de fome diz que está arrependida

A mãe da menina de 11 anos que morreu em Ubatuba (SP) após ficar vários dias sem comer ao ser castigada pelo padrasto, diz que está arrependida por ter deixado a situação acontecer. As informações são do G1.
Ela disse em depoimento à polícia que os castigos eram impostos pelo padrasto, mas confessou que quando a menina implorou por comida, só lhe deu água.
Mãe e padrasto foram presos e a mulher deu detalhes do crime, que durou vários meses. O homem passou a maior parte do depoimento calado.
Menina Escreveu diário 
    Reprodução TV Vanguarda
A menina escreveu um diário em que relatava o seu dia a dia nos meses em que ficou em cárcere privado dentro de casa. 
O diário foi apreendido pela polícia e o conteúdo não foi divulgado, mas há informações que ela relatava a rotina de jejum, orações e exercícios físicos que era obrigada a fazer.
O castigo era imposto pelo padrasto, que diz não ter religião, mas seguia preceitos próprios para maltratar a menina.
    Reprodução TV Vanguarda
Em depoimento, a mãe disse que a filha implorou por comida, mas por vários dias ela só bebeu água.
Sobre o caso

Uma menina de apenas 11 anos morreu de fome após ser castigada pela mãe e o padrasto na cidade de Ubatuba (SP). 
Mãe e padrasto da criança foram presos nesta sexta-feira (25/10) envolvidos no crime. Eles mantinham a menina em cárcere privado há cinco meses.
Os suspeitos levaram a menina ao pronto-socorro após ela passar mal e os médicos identificaram que ela estava desnutrida e pálida, momento em que a polícia foi acionada.
A mãe disse em depoimento que a criança ficava no chão sobre um tapete de EVA (um tipo de borracha) no apartamento da família.
A menina era castigada com jejum por atos considerados 'errados', sendo obrigada a orar. Ela foi apenas duas vezes na rua enquanto esteve em cárcere. O irmão da criança, de oito anos, também sofria maus-tratos.
A mãe da menina, de 26 anos, e o padrasto, de 47 anos, vão responder por tortura com morte, cárcere privado e abandono intelectual. O irmão da criança foi encaminhado para um abrigo da cidade.

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