A Polícia Militar apreendeu um veículo que teria sido utilizado na morte de Daniela Lima de Araújo, de 17 anos, encontrada morta às margens da rodovia PB-384, entre os municípios de Carrapateira e Nazarezinho, no Sertão da Paraíba. As diligências realizadas após o crime também levaram à identificação de um adolescente de 17 anos, que, segundo a PM, assumiu a autoria do homicídio.
O corpo de Daniela foi localizado na manhã da última terça-feira (1º), a aproximadamente 500 metros da saída de Carrapateira. Inicialmente, a vítima ainda não havia sido identificada. Posteriormente, a Polícia Militar confirmou que se tratava da adolescente, residente em São José de Piranhas.
De acordo com o tenente-coronel Eugênio, subcomandante do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM), o avanço das diligências ocorreu a partir de imagens de câmeras de segurança instaladas em Carrapateira.
Os equipamentos registraram, por volta das 2h20 da madrugada, a passagem de um automóvel pelo trajeto entre os municípios. A partir das características observadas nas imagens, as guarnições da 3ª Companhia do 6º BPM conseguiram identificar o veículo e iniciaram buscas.
O carro foi localizado ainda na terça-feira, em uma rua do bairro São Sebastião, em São José de Piranhas, na saída para o distrito de Piranhas Velhas. O local foi isolado pela PM, e a Polícia Civil e a perícia foram acionadas para os procedimentos necessários.
Veículo foi lavado após o crime
Durante a averiguação, os policiais perceberam que o automóvel havia sido lavado recentemente. A partir dessa constatação, a PM conseguiu identificar o lava-jato onde o veículo havia sido levado.
Imagens do estabelecimento registraram a chegada do carro por volta das 7h do dia 1º de setembro, além da pessoa que teria deixado o automóvel no local.

Segundo o tenente-coronel Eugênio, essa pessoa foi identificada como um adolescente de 17 anos. Os pais do jovem o apresentaram à Delegacia de Polícia Civil de São José de Piranhas, onde ele foi ouvido.
Conforme a Polícia Militar, durante o depoimento, o adolescente assumiu a autoria da morte de Daniela e afirmou ter agido sozinho.
Apesar da declaração, a Polícia Civil continua investigando o caso e trabalha com a possibilidade de que outras pessoas tenham participado do crime.
O adolescente foi ouvido e posteriormente liberado, conforme as informações repassadas pela Polícia Militar. Por ser menor de idade, o caso segue submetido às regras previstas na legislação para adolescentes em conflito com a lei.
A identificação do adolescente e a apreensão do veículo ocorreram na própria terça-feira, dia em que o corpo foi encontrado. Ele permaneceu sendo ouvido e foi liberado no final da tarde de quarta-feira (2). As informações foram divulgadas à imprensa na manhã desta quinta-feira (3).
Vítima teria sido amarrada e torturada
Novos detalhes sobre a violência sofrida pela adolescente antes da morte também foram apresentados pelo comandante do 6º BPM, tenente-coronel Hugo.
Segundo o comandante, o crime provavelmente ocorreu na noite da segunda-feira (31 de agosto), enquanto o corpo teria sido transportado e deixado às margens da rodovia durante a madrugada seguinte.
Hugo afirmou que Daniela teria sido amarrada e submetida a tortura antes de ser executada, além de ter tido o cabelo cortado. O comandante classificou o crime como de extrema violência.
"O crime foi praticado com requintes de crueldade. A vítima, uma adolescente de 17 anos, foi amarrada, foi torturada e executada. Teve o cabelo cortado.”
As informações levantadas pela Polícia Militar estão sendo repassadas à Polícia Civil, responsável pela investigação.
Investigação continua
O corpo de Daniela foi encontrado parcialmente envolvido em sacos plásticos pretos e apresentava, inicialmente, perfurações na região da cabeça. Não foram identificados sinais de acidente de trânsito no trecho, levantando desde o início a suspeita de que o local teria sido utilizado apenas para deixar o corpo.
Após os trabalhos periciais, o corpo foi encaminhado ao Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Cajazeiras, onde passou por exames destinados a esclarecer a causa da morte e outros elementos importantes para a investigação.
O veículo apreendido também deverá ser submetido a exames periciais, que poderão contribuir para identificar eventuais vestígios relacionados ao homicídio.
A Polícia Civil segue apurando a dinâmica do crime, a eventual participação de outras pessoas e a motivação para a morte de Daniela.
Por Patos Online
Com informações do Diário do Sertão

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