quinta-feira, 25 de abril de 2019

Comercial “Meu Primeiro Sutiã” ganha versão com menina trans

Um curta-metragem inspirado pelo clássico comercial “Meu Primeiro Sutiã“, lançado em 1987 pela marca de lingerie francesa Valisère, foi lançado recentemente pela Madre Mia Filmes e mostra uma protagonista que é uma garota trans.
O vídeo mostra os desafios e descobertas de uma adolescente que foi designada menino ao nascer, mas que se identifica com o gênero feminino.
No caminho, enfrenta colegas transfóbicos na escola e lida com as pressões para se enquadrar no gênero masculino. Um dia, seu pai descobre sua transgeneridade através de um diário com diversas fotos dela. Inicialmente consternado com a descoberta, ele surpreende ao acolher e presentear Ludmilla.
A atriz foi encontrada após várias audições realizadas pela equipe de produção, que queria encontrar uma personagem que tivesse uma história semelhante.
Após muita procura, eles chegaram à Ludmilla Galvan, uma adolescente trans que aos 10 anos de idade conseguiu mudar seu registro e ser legalmente chamada por esse nome. Quando tinha 12 anos, Ludmilla ganhou seu primeiro sutiã.
Daniela Galvan, mãe da adolescente, aparece no final do curta dando um depoimento: “Sempre foi uma menina por dentro. Uma menina, mas por fora um menino. Mas ela é uma mulher (…). Seja o que quiserem ser e sejam livres. Não se escondam. Se gosta de ser algo, seja”, declara.
Comercial “Meu Primeiro Sutiã” ganha versão com adolescente trans; assista!
Foto: Reprodução / Vimeo
Numa entrevista ao portal PropMark, Washington Olivetto, que dirigiu a propaganda original há 32 anos, comentou: “Acho mais do que natural que nos dias de hoje, quando a opção trangênero saiu do armário na vida e por consequência na publicidade, que seja feito um filme como esse inspirado no O Primeiro Sutiã”.
O curta-metragem foi feito sob encomenda pela ANTRA – Associação Nacional de Travestis e Transexuais. Haverá uma divulgação de massa nas redes sociais chefiada pela ROIx Content.
A história chama atenção para o acolhimento de pessoas trans no seio familiar, um dos primeiros espaços onde estes indivíduos sofrem de transfobia.
Confira o vídeo da campanha:
Fonte: Razões para acreditar

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