A Polícia Civil identificou a mãe do recém-nascido encontrado abandonado na manhã desta terça-feira (19), no distrito de Cupissura, entre os municípios de Caaporã e Alhandra, no Litoral Sul da Paraíba. Segundo as investigações, trata-se de uma adolescente de 17 anos, que teria escondido a gravidez da família e do namorado.
O bebê foi encontrado por moradores da região após barulhos serem ouvidos próximos à parede de uma residência. Inicialmente, os populares acreditavam que se tratava de um animal de rua. Ao verificarem o local, encontraram a criança e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
De acordo com o delegado da Polícia Civil, Edernei Hass, a adolescente mora em uma residência vizinha ao local onde o recém-nascido foi encontrado.
Em depoimento à polícia, a jovem relatou que escondeu a gestação por medo da reação dos pais e do namorado. Ainda segundo o delegado, ela informou que vinha ingerindo chás na tentativa de interromper a gravidez.
Na madrugada desta terça-feira, a adolescente sentiu fortes dores e teve um parto prematuro sozinha no banheiro da residência. Em seguida, enrolou o bebê e o deixou no local onde ele foi encontrado horas depois.
A Polícia Civil informou que a jovem será encaminhada para atendimento médico após a conclusão do depoimento. O caso também deverá ser acompanhado pela Justiça, já que ela é menor de idade e se encontra em situação de vulnerabilidade social. O pai da criança ainda não foi localizado.
Estado de saúde do bebê
Segundo o coordenador do SAMU de Caaporã, Janyo Carvalho, o recém-nascido foi resgatado ainda com a placenta. Durante os primeiros atendimentos, foi constatado que o bebê era prematuro e apresentava quadro grave de hipotermia, além de arranhões pelo corpo e trauma na região do tórax.
A criança foi levada inicialmente ao Hospital Municipal de Alhandra para atendimento emergencial. Em seguida, foi transferida de helicóptero para o Hospital de Trauma de João Pessoa e, posteriormente, encaminhada ao Hospital Edson Ramalho, referência em UTI Neonatal no estado.
Antes da transferência, o Hospital de Trauma informou que o quadro clínico do recém-nascido era considerado grave.
Por Patos Online
Com informações do g1 PB

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